Dona Deolinda tem 74 anos, vive sozinha num quarto andar sem elevador, na casa onde nasceu. Usa soníferos para enfrentar o ruído da vida noturna do bairro. Dona Maria, a vizinha do segundo andar com quem passeava todas as manhãs, foi despejada e a sua casa transformada em alojamento turístico. O café onde tomavam pequeno-almoço todos os dias tornou-se uma mercearia gourmet. Dona Deolinda ficou, mas o bairro onde sempre viveu já não é para ela.