Em Natal, capital do Rio Grande do Norte, no Brasil, imóveis vazios coexistem com um déficit habitacional superior a 46 mil moradias. Partindo dessa contradição, o artigo analisa três processos interligados: o arruinamento dos bairros históricos, a produção da cidade como ativo financeiro e formas de resistência articuladas pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), refletindo sobre a disputa contemporânea pelo direito à cidade.