El derecho a gozar de los beneficios del progreso científico, pese a su temprano reconocimiento en la Declaración Universal de Derechos Humanos y su desarrollo en el Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales, permanece como uno de los derechos menos concretizados en el constitucionalismo latinoamericano. En este contexto, el objetivo de este artículo es analizar críticamente el reconocimiento constitucional del derecho a la ciencia en América Latina, a fin de demostrar que su configuración normativa predominantemente programática debilita la función habilitadora que este derecho ejerce respecto de otros derechos fundamentales. Mediante un enfoque hermenéutico-comparativo que examina ocho constituciones de la región a la luz de la Observación General N.º 25 del Comité DESC y la jurisprudencia interamericana, se identifican tres modalidades de reconocimiento con grados de concretización marcadamente desiguales. Los hallazgos evidencian que la brecha entre el programa normativo y el ámbito normativo del derecho a la ciencia compromete la realización de derechos interdependientes como la salud, la educación y el medio ambiente sano. Se concluye que la región requiere un modelo constitucional que configure este derecho como titularidad subjetiva exigible, dotada de garantías institucionales y mecanismos de justiciabilidad que trasciendan la mera proclamación programática.
O direito de usufruir dos benefícios do progresso científico, apesar de seu reconhecimento precoce na Declaração Universal dos Direitos Humanos e de seu desenvolvimento no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, permanece como um dos direitos menos concretizados no constitucionalismo latino-americano. Nesse contexto, o objetivo deste artigo é analisar criticamente o reconhecimento constitucional do direito à ciência na América Latina, a fim de demonstrar que sua configuração normativa predominantemente programática enfraquece a função habilitadora que esse direito exerce em relação a outros direitos fundamentais. Por meio de uma abordagem hermenêutico-comparativa, que examina oito constituições da região à luz da Observação Geral nº 25 do Comitê DESC e da jurisprudência interamericana, identificam-se três modalidades de reconhecimento com graus de concretização marcadamente desiguais. Os resultados evidenciam que a lacuna entre o programa normativo e o âmbito normativo do direito à ciência compromete a realização de direitos interdependentes, como a saúde, a educação e o meio ambiente saudável. Conclui-se que a região necessita de um modelo constitucional que configure esse direito como titularidade subjetiva exigível, dotada de garantias institucionais e mecanismos de justiciabilidade que transcendam a mera proclamação programática.
The right to enjoy the benefits of scientific progress, despite its early recognition in the Universal Declaration of Human Rights and its development in the International Covenant on Economic, Social and Cultural Rights, remains one of the least concretized rights in Latin American constitutionalism. This article critically examines the constitutional recognition of the right to science in Latin America, demonstrating that the predominantly programmatic normative configuration weakens the enabling function this right exercises over other fundamental rights. Through a hermeneutic-comparative approach examining eight constitutions in light of General Comment No. 25 of the CESCR and Inter-American jurisprudence, three modalities of recognition with markedly unequal degrees of concretization are identified. The findings reveal that the gap between the normative programme and the normative domain of the right to science compromises the realization of interdependent rights such as health, education, and a healthy environment. The article concludes that the region requires a constitutional model configuring this right as an enforceable subjective entitlement, endowed with institutional guarantees and justiciability mechanisms that transcend mere programmatic enshrinement.