Santiago, Chile
Santiago, Chile
El estudio examina los efectos motivacionales observados en una intervención pedagógica en el contexto de una clase escolar de música, con participantes de entre 14 y 16 años, en la que se utilizó la realidad virtual (RV) como recurso didáctico. Se compararon los efectos de distintos métodos de proyección audiovisual — RV inmersiva, RV de escritorio y proyección tradicional — mediante un diseño cuasi-experimental con enfoque de métodos mixtos. Los datos obtenidos de un cuestionario que operacionalizó la motivación, los resultados de aprendizaje y un grupo focal fueron triangulados.
Los resultados indican que la RV aumentó la motivación de los participantes, con diferencias estadísticamente significativas y un tamaño de efecto elevado. Se encontró una correlación positiva entre algunas dimensiones de la motivación y los resultados de aprendizaje. Estos hallazgos divergen de las predicciones de teorías cognitivas actuales, como la Teoría del Aprendizaje Multimedial, que sugieren que la RV podría incrementar la carga cognitiva y limitar el aprendizaje. Se argumenta que la RV, al incorporar el canal perceptivo cinestésico mediante movimientos e interfaces hápticas, puede potenciar el aprendizaje de un modo no considerado por dicha teoría.
The study examines the motivational effects observed in a pedagogical intervention in the context of a school music class, with participants aged 14 to 16 years old, in which virtual reality (VR) was used as a didactic resource. The effects of different audiovisual projection methods —immersive VR, desktop VR, and traditional projection— were compared using a quasi-experimental design with a mixed-method approach. Data from a questionnaire operationalizing motivation, learning outcomes, and a focus group were triangulated.
Results indicate that VR increased participants' motivation, with statistically significant differences and a large effect size. A positive correlation was found between some dimensions of motivation and learning outcomes. These findings diverge from the predictions of current cognitive theories, such as Multimedia Learning Theory, which suggest that VR might increase cognitive load and limit learning. It is argued that VR, by incorporating the kinesthetic perceptual channel through movements and haptic interfaces, can enhance learning in a manner not considered by this theory.
O estudo examina os efeitos motivacionais observados em uma intervenção pedagógica no contexto de uma aula escolar de música, com participantes de 14 a 16 anos, na qual a realidade virtual (RV) foi utilizada como recurso didático. Os efeitos de diferentes métodos de projeção audiovisual — RV imersiva, RV em desktop e projeção tradicional — foram comparados por meio de um delineamento quase-experimental com abordagem de métodos mistos. Os dados provenientes de um questionário que operacionalizou motivação, resultados de aprendizagem e um grupo focal foram triangulados.
Os resultados indicam que a RV aumentou a motivação dos participantes, com diferenças estatisticamente significativas e tamanho de efeito elevado. Foi encontrada correlação positiva entre algumas dimensões da motivação e os resultados de aprendizagem. Esses achados divergem das previsões de teorias cognitivas atuais, como a Teoria da Aprendizagem Multimídia, que sugerem que a RV poderia aumentar a carga cognitiva e limitar a aprendizagem. Argumenta-se que a RV, ao incorporar o canal perceptivo cinestésico por meio de movimentos e interfaces hápticas, pode potencializar a aprendizagem de uma forma não considerada por essa teoria.