Argentina
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En este artículo analizamos los vínculos entre los usos y apropiaciones de videojuegos y la configuración de los géneros durante la infancia. ¿Qué elementos componen y explican este vínculo? ¿Qué prácticas y representaciones se movilizan en la elección, descarte y puesta en discurso de sus preferencias a lo largo de la niñez de niñas y niños? Para responder a estos interrogantes presentamos los hallazgos de una investigación de corte cualitativo consistente en la reconstrucción de tecnobiografías de niñas y niños de diferentes regiones de Argentina. Así se identifican y analizan algunas dimensiones relevantes como: los sentidos otorgados a los videojuegos en la socialización, la sociabilidad y la educación de las infancias; la configuración de las identidades y diferencias de géneros en relación con los estereotipos; la consagración de esos modelos a partir de mecanismos de sanción bajo el formato de discursos violentos. Como resultado encontramos que un deber ser internalizado opera en las infancias respecto de lo que se espera de ellos/as en relación con sus consumos culturales, especialmente en los videojuegos, a partir de la socialización y reafirmación de estereotipos, la construcción de nichos de prácticas y el establecimiento de barreras de exclusión según el género.
This article analyses the connections between the uses and appropriations of video games and the shaping of gender during childhood. What elements constitute and explain this relationship? What practices and representations are mobilized in the selection, rejection, and articulation of preferences throughout boys’ and girls’ childhoods? To address these questions, we present findings from a qualitative study based on the reconstruction of children’s technobiographies across different regions of Argentina. The analysis identifies and examines key dimensions such as the meanings attributed to video games in children’s socialization, sociability, and education; the shaping of gender identities and differences in relation to stereotypes; and the reinforcement of these models through sanctioning mechanisms, often manifested in violent discourses. The results show that an internalized sense of obligation operates in childhood regarding expectations linked to cultural consumption, particularly video games. This process is driven by the socialization and reinforcement of stereotypes, the construction of practice niches, and the establishment of gender-based barriers to inclusion.
Este artigo analisa as relações entre os usos e apropriações dos videogames e a configuração dos gêneros durante a infância. Que elementos compõem e explicam essa relação? Que práticas e representações são mobilizadas na escolha, no descarte e na formulação de preferências ao longo da infância de meninos e meninas? Para responder a esses questionamentos, apresentamos os resultados de uma pesquisa qualitativa baseada na reconstrução de tecnobiografias de crianças de diferentes regiões da Argentina. A análise identifica e examina algumas dimensões relevantes, tais como: os significados atribuídos aos videogames na socialização, na sociabilidade e na educação das infâncias; a configuração das identidades e diferenças de gênero em relação aos estereótipos; e a consagração desses modelos a partir de mecanismos de sanção manifestos em discursos violentos. Os resultados mostram que um dever ser internalizado opera nas infâncias quanto às expectativas relacionadas aos consumos culturais, especialmente os videogames. Esse processo se dá pela socialização e reafirmação de estereótipos, pela construção de nichos de práticas e pelo estabelecimento de barreiras de exclusão segundo o gênero.