Valladolid, España
Este artículo analiza comparativamente los procesos de exclusión urbana, violencia juvenil y gobernanza informal en barrios periféricos de Madrid y Londres. A través de un diseño cualitativo basado en entrevistas semiestructuradas, observación participante, cartografía social y análisis documental, se examinan las experiencias cotidianas de jóvenes racializados en contextos de marginalidad socioeconómica y estigmatización territorial. Los hallazgos revelan la existencia de “zonas prohibidas” asociadas a geografías subjetivas del miedo, la ambivalencia de las bandas juveniles como espacios de protección y riesgo, y una profunda desconfianza hacia las instituciones públicas, especialmente la policía y los servicios sociales. El estudio concluye que el espacio urbano no es un escenario pasivo, sino un agente estructurante de la exclusión y la violencia, cuyas dinámicas se expresan de manera diferenciada entre ambas ciudades. Estos resultados cuestionan los enfoques punitivos dominantes y subrayan la necesidad de políticas de cuidado territorial que reconozcan la agencia juvenil y restituyan derechos en contextos urbanos precarizados.
This article offers a comparative analysis of urban exclusion, youth violence, and informal governance in peripheral neighborhoods of Madrid and London. Drawing on a qualitative design based on semi-structured interviews, participant observation, participatory mapping, and documentary analysis, it examines the everyday experiences of racialized youth in contexts of socioeconomic marginalization and territorial stigmatization. The findings reveal the existence of “forbidden zones” linked to subjective geographies of fear, the ambivalent role of youth gangs as both spaces of protection and risk, and a profound mistrust toward public institutions, particularly the police and social services. The study concludes that urban space is not a passive backdrop but an active structuring agent of exclusion and violence, with dynamics that manifest differently in both cities. These results challenge dominant punitive approaches and emphasize the need for territorial care policies that acknowledge youth agency and restore rights in precarious urban contexts.
Este artigo realiza uma análise comparativa dos processos de exclusão urbana, violência juvenil e governança informal em bairros periféricos de Madri e Londres. Com base em um desenho qualitativo que inclui entrevistas semiestruturadas, observação participante, mapeamento social e análise documental, examinam-se as experiências cotidianas de jovens racializados em contextos de marginalização socioeconômica e estigmatização territorial. Os resultados revelam a existência de “zonas proibidas” associadas a geografias subjetivas do medo, a ambivalência das gangues juvenis como espaços de proteção e risco, e uma profunda desconfiança em relação às instituições públicas, especialmente a polícia e os serviços sociais. O estudo conclui que o espaço urbano não é um cenário passivo, mas sim um agente estruturante da exclusão e da violência, cujas dinâmicas se manifestam de forma diferenciada em ambas as cidades. Esses resultados questionam as abordagens punitivas dominantes e destacam a necessidade de políticas de cuidado territorial que reconheçam a agência juvenil e restituam direitos em contextos urbanos precarizados.
Questo articolo analizza comparativamente i processi di esclusione urbana, violenza giovanile e governance informale nei quartieri periferici di Madrid e Londra. Attraverso un disegno qualitativo basato su interviste semistrutturate, osservazione partecipante, mappatura sociale e analisi documentale, vengono esaminate le esperienze quotidiane di giovani razzializzati in contesti di marginalità socioeconomica e stigmatizzazione territoriale. I risultati rivelano l’esistenza di “zone proibite” associate a geografie soggettive della paura, l’ambivalenza delle bande giovanili come spazi di protezione e di rischio, e una profonda sfiducia verso le istituzioni pubbliche, in particolare la polizia e i servizi sociali. Lo studio conclude che lo spazio urbano non è un semplice scenario passivo, ma un agente strutturante dell’esclusione e della violenza, le cui dinamiche si esprimono in modo differenziato tra le due città. Questi risultati mettono in discussione gli approcci punitivi dominanti e sottolineano la necessità di politiche di cura territoriale che riconoscano l’agenzia giovanile e restituiscano diritti in contesti urbani precarizzati.