Durante los últimos años, BlackRock, Inc. desarrolló una postura ambigua o vacilante en torno a la intersección de finanzas y sostenibilidad, muy especialmente, en lo concerniente al cambio climático. Con respecto a esto, se advierte que, de auspiciar explícitamente la formación y expansión de los mercados de financiamiento sostenible, la firma pasó raudamente a abrazar una posición conservadora, cuando no de reversión. El presente artículo se propone analizar los ajustes en los discursos y praxis de BlackRock en materia de sostenibilidad y su incidencia en los mercados de deuda soberana. Como hipótesis de trabajo, el artículo afirma que los ajustes discursivos y de inversión de BlackRock propiciados en los mercados sostenibles –en los de deuda soberana, entre ellos– se catalizaron como una respuesta al advenimiento de fuerzas detractoras de las agendas ambientales, de gobernanza y de sostenibilidad en Estados Unidos y otros países gravitantes en las finanzas internacionales, en concurrencia con la apertura y continuidad de oportunidades de negocios e incidencia normativa en torno a las estrategias de mitigación de riesgos físicos y de transición. Tales reveses reforzaron la articulación de un círculo vicioso entre crisis concurrentes: de deuda, de desarrollo y climática. En su despliegue, el trabajo se asiste de contribuciones teórico-conceptuales enmarcadas en la Economía Política Internacional crítica.
In recent years, BlackRock Inc. has adopted an ambiguous and/or wavering stance regarding the intersection of finance and sustainability, particularly with regard to climate change. It is noteworthy to observe a discernible shift in position on the part of the firm, from its previous explicit advocacy for the development and expansion of sustainable finance markets. Instead, it has been observed to adopt a more conservative stance, which some commentators have termed an 'evolutionary u-turn'. The present article aims to analyse the shifts in BlackRock's discourse and practice regarding sustainability and their impact on sovereign debt markets. The article puts forward the working hypothesis that BlackRock's shifts in discourse and investment within sustainable markets, including sovereign debt markets, among others, were catalysed in response to the emergence of forces undermining environmental, governance and sustainability agendas in the United States and other influential countries in international finance. Alongside the opening up and continuation of business opportunities and regulatory influence surrounding strategies for physical risk mitigation and the energy transition, these shifts in discourse and investment can be attributed to the forces that catalysed them. Such setbacks have served to reinforce the formation of a vicious circle between concurrent crises, namely debt, development and climate. The present study draws upon a range of theoretical and conceptual contributions within the framework of critical International Political Economy in order to analyse the subject.
Nos últimos anos, a BlackRock Inc. assumiu uma postura ambígua e/ou vacilante em relação à interseção entre finanças e sustentabilidade, especialmente no que diz respeito às mudanças climáticas. A este respeito, nota-se que, de apoiar explicitamente a formação e a expansão dos mercados de financiamento sustentável, a empresa passou rapidamente a adotar uma posição conservadora, quando não de retrocesso. O presente artigo propõe-se a analisar os ajustes nos discursos e práticas da BlackRock em matéria de sustentabilidade e a sua incidência nos mercados de dívida soberana. Como hipótese de trabalho, o artigo afirma que os ajustes discursivos e de investimento da BlackRock promovidos nos mercados sustentáveis — nomeadamente nos de dívida soberana — entre outros — foram catalisados como resposta ao advento de forças detratoras das agendas ambientais, de governança e de sustentabilidade nos Estados Unidos e noutros países influentes nas finanças internacionais, em concorrência com a abertura e continuidade de oportunidades de negócio e influência normativa em torno das estratégias de mitigação de riscos físicos e de transição. Tais reveses reforçaram — e continuam a reforçar — a articulação de um círculo vicioso entre crises concomitantes: da dívida, do desenvolvimento e climática. Na sua exposição, o trabalho baseia-se em contribuições teórico-conceptuais enquadradas na Economia Política Internacional crítica.