Este artículo propone reinterpretar las negociaciones para la reestructuración de la deuda llevadas a cabo durante la década de los ochenta a la luz de las transformaciones sistémicas que afectaron el ciclo de acumulación estadounidense. Poniendo en diálogo las teorías de Arrighi con las aportaciones latinoamericanas a la Economía Política Internacional y la literatura sobre la transición democrática, el trabajo propone un enfoque analítico en tres niveles (nacional, regional y sistémico) para identificar los condicionamientos que estructuran el margen de acción de los países deudores. Al sostener que la interacción conjunta entre estos factores impulsó un progresivo ajuste de sus estrategias negociadoras al paradigma emergente de la gobernanza financiera internacional, se centra en el caso argentino como ejemplo paradigmático de dichas dinámicas, mostrando cómo en las negociaciones de la deuda se redefinieron simultáneamente la legitimidad democrática, la autonomía estatal y la inserción del país en la economía mundial en transformación.
This article proposes a reinterpretation of the debt restructuring negotiations carried out during the 1980s in light of the systemic transformations that affected the US accumulation cycle. By bringing together Arrighi’s theories with Latin American contributions to International Political Economy and the scholarship on democratic transition, the study proposes a tripartite analytical framework (at the national, regional and systemic levels) to identify the constraints which shape the room for manoeuvre of debtor countries. Arguing that the combined interaction of these factors drove a progressive adjustment of their negotiating strategies to the emerging paradigm of international financial governance, it focuses on the Argentine case as a paradigmatic example of such dynamics, showing how, in the debt negotiations, democratic legitimacy, state autonomy and the country’s integration into the transforming global economy were simultaneously redefined.
Este artigo propõe reinterpretar as negociações para a reestruturação da dívida realizadas durante a década de 1980 à luz das transformações sistêmicas que afetaram o ciclo de acumulação dos Estados Unidos. Ao colocar em diálogo as teorias de Arrighi com as contribuições latino-americanas para a Economia Política Internacional e a literatura sobre a transição democrática, o trabalho propõe uma abordagem analítica em três níveis (nacional, regional e sistêmico) para identificar os condicionamentos que estruturam a margem de ação dos países devedores. o sustentar que a interação conjunta desses fatores impulsionou um ajuste progressivo de suas estratégias de negociação ao paradigma emergente da governança financeira internacional, o trabalho se concentra no caso argentino como exemplo paradigmático dessas dinâmicas, mostrando como, nas negociações da dívida, foram redefinidas simultaneamente a legitimidade democrática, a autonomia estatal e a inserção do país na economia mundial em transformação.