México
El artículo analiza las implicaciones del financiamiento bilateral chino para infraestructura energética en Etiopía y Angola. El objetivo es evaluar si este modelo, inserto en la disputa por la hegemonía de la Arquitectura Financiera Internacional, modifica la posición dependiente de ambas economías en el sistema global. La hipótesis sostiene que el vínculo sino-africano combina cooperación y dependencia; al cubrir brechas fiscales sin transferir tecnología ni fortalecer capacidades locales, se reproducen los mecanismos clásicos de subordinación. El enfoque teórico se basa en la teoría de la dependencia y una metodología de estudio de caso comparativo con estadísticas descriptivas y revisión histórica. Los antecedentes muestran una creciente exposición financiera de África Subsahariana al capital estatal chino. Se concluye que, lejos de modificar el rol dependiente de Angola y Etiopía, el financiamiento chino profundiza su apalancamiento y consolida una inserción subordinada en el sistema global, sin romper con las jerarquías centro-periferia preexistentes.
This article analyzes the implications of Chinese bilateral development finance formalized in energy infrastructures in Ethiopia and Angola. The objective is to evaluate how this model, embedded in the dispute for the hegemony of International Financial Architecture, impacts the development conditions of these countries. The hypothesis argues that the Sino-African link combines cooperation and dependency; by covering fiscal gaps without altering their subordinate role, hierarchies of domination are reproduced. The theoretical framework is based on Dependency Theory, utilizing a comparative case study methodology supported by descriptive statistics and historical review. The background reveals a growing financial exposure of Sub-Saharan Africa to Chinese state capital. It is concluded that this financing, by favoring Chinese capital and technology over the creation of local capabilities, reproduces the logic of dependency, impacting the countries' fiscal capacities within a context of neoliberal crisis.
O artigo analisa as implicações do financiamento bilateral chinês para o desenvolvimento formalizado em infraestruturas energéticas na Etiópia e em Angola. O objetivo é avaliar como este modelo, inserido na disputa pela hegemonia da Arquitetura Financeira Internacional, impacta as condições de desenvolvimento dos países. A hipótese sustenta que o vínculo sino-africano combina cooperação e dependência; ao cobrir lacunas fiscais sem alterar seu papel subordinado, reproduzem-se hierarquias de dominação. O enfoque teórico baseia-se na Teoria da Dependência, com uma metodologia de estudo de caso comparativo sustentada em estatísticas descritivas e revisão histórica. Os antecedentes mostram uma crescente exposição financeira da África Subsariana ao capital estatal chinês. Conclui-se que o financiamento, ao favorecer o capital e a tecnologia chinesa em detrimento da criação de aptidões locais, reproduz a lógica da dependência, impactando as capacidades fiscais do país num contexto de crise do neoliberalismo.