Este artículo revisa la literatura académica sobre los acuerdos de swap de divisas y los examina como instrumentos de provisión internacional de liquidez, respaldo financiero, internacionalización monetaria y diplomacia financiera. A partir de una revisión bibliográfica cualitativa, analiza su evolución desde la crisis financiera global de 2008, con foco en tres experiencias: las líneas de liquidez de la Reserva Federal, la Iniciativa de Chiang Mai y los swaps bilaterales promovidos por el Banco Popular de China. El trabajo sostiene que los swaps no pueden comprenderse como herramientas monetarias meramente técnicas, sino como dispositivos heterogéneos y dinámicos, configurados por las asimetrías de la arquitectura financiera internacional, los intereses estratégicos de los Estados y la política doméstica. La revisión identifica tres dimensiones analíticas: los efectos geoeconómicos y financieros, su papel en la red global de seguridad financiera y sus determinantes político-geopolíticos. Finalmente, señala vacíos relevantes, especialmente en torno al vínculo entre swaps, deuda y agencia estatal.
This article reviews the academic literature on currency swap agreements and examines them as instruments of international liquidity provision, financial backstopping, monetary internationalization, and financial diplomacy. Based on a qualitative bibliographic review, it analyzes their evolution since the 2008 global financial crisis, focusing on three experiences: the Federal Reserve’s liquidity lines, the Chiang Mai Initiative, and bilateral swaps promoted by the People’s Bank of China. The paper argues that swaps cannot be understood as merely technical monetary tools, but as heterogeneous and dynamic devices shaped by asymmetries in the international financial architecture, states’ strategic interests, and domestic politics. The review identifies three analytical dimensions: geoeconomic and financial effects, their role within the global financial safety net, and their political and geopolitical determinants. Finally, it highlights relevant gaps, particularly regarding the relationship between swaps, debt, and state agency.
Este artigo revisa a literatura acadêmica sobre os acordos de swap de moedas e os examina como instrumentos de provisão internacional de liquidez, respaldo financeiro, internacionalização monetária e diplomacia financeira. Com base em uma revisão bibliográfica qualitativa, analisa sua evolução desde a crise financeira global de 2008, com foco em três experiências: as linhas de liquidez do Federal Reserve, a Iniciativa de Chiang Mai e os swaps bilaterais promovidos pelo Banco Popular da China. O artigo argumenta que os swaps não podem ser compreendidos como ferramentas monetárias meramente técnicas, mas como dispositivos heterogêneos e dinâmicos, moldados pelas assimetrias da arquitetura financeira internacional, pelos interesses estratégicos dos Estados e pela política doméstica. A revisão identifica três dimensões analíticas: os efeitos geoeconômicos e financeiros, seu papel na rede global de segurança financeira e seus determinantes político-geopolíticos. Por fim, destaca lacunas relevantes, especialmente quanto à relação entre swaps, dívida e agência estatal.