Pamela Gomes Carneiro, Shirlen Melo de Souza, Erika Priscilla de Freitas Hounsell
O presente estudo, investiga a relação entre a construção do “corpo perfeito” nas mídias sociais e seus impactos na saúde física e mental de mulheres. Na sociedade contemporânea, o corpo feminino tornou-se um capital simbólico, moldado por padrões estéticos historicamente construídos e intensificados pelas redes sociais, condicionando a aceitação social e a autoestima. A pesquisa teve como objetivo analisar a influência dos padrões de beleza nas redes sociais sobre a autoestima e a identidade feminina, bem como investigar a relação entre pressão estética e transtornos psicológicos e alimentares. A metodologia baseou-se em uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e descritiva, contemplando obras publicadas entre 2014 e 2024, selecionadas em bases como SciELO, PubMed e Google Scholar, e autores referências sobre o tema, a partir dos descritores “corpo feminino”, “mídias sociais”, “autoestima”, “transtornos alimentares” e “pressão estética”. A análise qualitativa das publicações revelou que filtros digitais, edições de imagem e o conteúdo de influenciadoras potencializam comparações prejudiciais, resultando em ansiedade, autodepreciação e distorções corporais. Conclui-se que a imposição de padrões irreais de beleza exerce forte impacto negativo na saúde mental e física das mulheres, evidenciando a necessidade de ações educativas e sociais que promovam a diversidade corporal e o fortalecimento da autoestima feminina.