Suellen Braga, Sarah Agnes, Julio César Pinto de Souza
O objetivo deste artigo é analisar a relação entre a prática regular de atividade física e a autopercepção de bem-estar e saúde mental em indivíduos que fazem uso de psicofármacos. Trata-se de uma pesquisa de campo, de caráter descritivo, com abordagem mista (quantitativa e qualitativa), realizada com jovens entre 18 e 29 anos, usuários ou ex-usuários de psicofármacos e praticantes regulares de atividade física. Foi aplicado um questionário, de maneira on-line, com 26 questões objetivas e discursivas, elaborado pelas pesquisadoras, a fim de identificar o perfil dos participantes e compreender de que forma o exercício físico contribui para a redução do consumo de medicamentos e para a melhoria da saúde mental. A análise dos dados seguiu os princípios da análise de conteúdo (Bardin), associada a procedimentos estatísticos descritivos (Minayo). Os resultados apontam que a prática regular de exercícios físicos promove redução de sintomas ansiosos e depressivos, aumento da autoestima, melhora da qualidade do sono e maior sensação de bem-estar, configurando-se como estratégia terapêutica acessível, de baixo custo e sustentável. Conclui-se que o exercício físico pode complementar ou até reduzir a necessidade de psicofármacos, especialmente em contextos amazônicos, onde o acesso a serviços especializados de saúde mental é limitado.