México
El objetivo de este artículo es analizar la desafección política de jóvenes universitarios en el contexto electoral de 2024 en México, comparando los datos con Kriger y Toribio (2023). Los resultados apuntan a una confianza relativa sobre el voto y la política, así como a la centralidad de la información que consumen a través de las redes sociales y los medios de comunicación. Las conclusiones indican que desafección no implica desinterés por parte de la juventud, sino hartazgo de una forma de ejercer la política por parte de actores que se han encargado de dotar de contenido polarizante en su disputa por el poder en los últimos años, situación que no contribuye a la construcción de ciudadanía en las jóvenes generaciones ni a elevar la calidad de la democracia.
The objective of this paper is to analyze the political disaffection of young university students in the context of the 2024 elections in Mexico. The results point to relative confidence in voting and politics, as well as the centrality of the information they consume through social media and the media. The conclusions indicate that disaffection does not imply disinterest on the part of young people, but rather a weariness with a way of exercising politics by actors who have been responsible for providing polarizing content in their struggle for power in recent years, a situation that does not contribute to the construction of citizenship among younger generations or to improving the quality of democracy.
O objetivo deste artigo é analisar a desafetação política dos jovens universitários no contexto eleitoral de 2024 no México, comparando os dados com os de Kriger e Toribio (2023). Os resultados apontam para uma confiança relativa no voto e na política, bem como para a centralidade das informações que eles consomem por meio das redes sociais e da mídia. As conclusões indicam que a desafetação não implica desinteresse por parte da juventude, mas sim um cansaço em relação a uma forma de exercer a política por parte de atores que se encarregaram de introduzir conteúdo polarizador em sua disputa pelo poder nos últimos anos, situação que não contribui para a construção da cidadania nas gerações mais jovens nem para elevar a qualidade da democracia.