Este ensayo teórico-bibliográfico de carácter exploratorio analiza la producción social del sufrimiento de madres de niños con Trastorno del Espectro Autista (TEA) en Brasil. Basa-do en la Ética del Cuidado y la Teoría de la Reproducción Social, el estudio investiga cómo la fragilidad de las redes de apoyo y la insuficiencia de políticas públicas intensifican la sobrecarga emocional y física femenina. Se discuten marcos legales, como la Ley Bereni-ce Piana, evidenciando que el agotamiento materno deriva de la organización social del cuidado y la invisibilidad del trabajo reproductivo, y no de la condición del hijo. Se conclu-ye que enfrentar esta problemática requiere trasladar el cuidado de la esfera privada a la responsabilidad pública, promoviendo la corresponsabilidad estatal y la efectivización de derechos territoriales e intersectoriales.
This exploratory theoretical-bibliographic essay analyzes the social production of suffering among mothers of children with Autism Spectrum Disorder (ASD) in Brazil. Grounded in the Ethics of Care and Social Reproduction Theory, the study investigates how fragile support networks and insufficient public policies intensify female emotional and physical overload. Legal frameworks, such as the Berenice Piana Law, are discussed, highlighting that maternal exhaustion stems from the social organization of care and the invisibility of reproductive labor, rather than the child's condition. The study concludes that addressing this issue requires shifting care from the private sphere to public responsibility, promoting state co-responsibility and the implementation of territorial and intersectoral rights.
Este ensaio teórico-bibliográfico de caráter exploratório analisa a produção social do sofrimento de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Brasil. Fundamentado na Ética do Cuidado e na Teoria da Reprodução Social, o estudo investiga como a fragilidade das redes de apoio e a insuficiência de políticas públicas intensificam a sobrecarga emocional e física feminina. Discutem-se marcos legais, como a Lei Berenice Piana, evidenciando que a exaustão materna decorre da organização social do cuidado e da invisibilidade do trabalho reprodutivo, e não da condição do filho. Conclui-se que o enfrentamento dessa problemática exige o deslocamento do cuidado da esfera privada para a responsabilidade pública, promovendo a corresponsabilidade estatal e a efetivação de direitos territoriais e intersetoriais.