Brasil
El artículo analiza el caso de non-compliance de Sudáfrica en relación con la orden de arresto emitida por la Corte Penal Internacional (CPI) contra Omar al-Bashir, expresidente de Sudán. Se utilizan la Teoría Racional del Derecho Internacional y la Teoría Crítica de las Relaciones Internacionales para establecer contrapuntos y discutir las dinámicas involucradas en el caso. A partir de documentos, fuentes secundarias y una entrevista con un exjuez de la CPI responsable del caso, se analizan la postura y las justificaciones de Sudáfrica y de la Unión Africana (UA) en relación con la Corte, así como la comprensión de la CPI acerca del caso de non-compliance. De este modo, se sostiene que el comportamiento de Sudáfrica frente a la CPI no dependió únicamente del cálculo de ganancias y pérdidas, sino también de contestaciones más amplias relacionadas con la estructura y las relaciones de poder del sistema internacional.
The article analyzes the case of South Africa’s non-compliance with the arrest warrant issued by the International Criminal Court (ICC) against Omar al-Bashir, former president of Sudan. It draws on Rational Theory of International Law and Critical International Relations Theory to establish contrasts and discuss the dynamics involved in the case. Through documents, secondary sources, and an interview with a former ICC judge responsible for the case, the article examines the position and justifications of South Africa and the African Union (AU) in relation to the Court, as well as the ICC’s understanding of the case of non-compliance. Thus, the article argues that South Africa’s behavior toward the ICC did not depend solely on a calculation of gains and losses, but also on broader contestations involving the structure and power relations of the international system.
O artigo analisa o caso de non-compliance da África do Sul em relação ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra Omar al-Bashir, ex-presidente do Sudão. Utilizam-se as teorias Racional do Direito Internacional e a Crítica das Relações Internacionais para estabelecer contrapontos e discutir as dinâmicas envolvidas no caso. Por meio de documentos, fontes secundárias e entrevista com ex-juiz do TPI responsável pelo caso, analisam-se a postura e as justificativas da África do Sul e da União Africana (UA) em relação à Corte, bem como o entendimento do TPI acerca do caso de non-compliance. Dessa forma, trabalhamos o argumento de que o comportamento da África do Sul em relação ao TPI não dependeu apenas do cálculo de ganhos e perdas, mas também de contestações mais amplas envolvendo a estrutura e as relações de poder no Sistema Internacional.