Gambia
Nowy Sącz, Polonia
Turquía
This study examines the relationship between artificial intelligence (AI) governance and industrial development, focusing on the transnational spillover effects of China’s regulatory framework on Brazil. Positioned at the intersection of technology governance, territorial development, and sustainability, the paper analyses how emerging AI regulatory models generate indirect impacts on partner economies through mechanisms of technology transfer, infrastructure complementarities, and regulatory alignment. Using a difference-in-differences (DiD) approach applied to panel data from 25 Brazilian industrial sectors (2019–2025), the findings indicate that sectors with higher exposure to AI experienced a significant increase in output following the formalization of China–Brazil AI cooperation. The results reveal that these effects are mediated by open-source technological ecosystems, increased investment in digital infrastructure, and reduced regulatory uncertainty, contributing to enhanced industrial performance and adaptive capacity. Beyond economic outcomes, the study highlights the territorial implications of AI governance, particularly in fostering more balanced regional development, strengthening innovation ecosystems, and supporting pathways toward sustainable and resilient industrial systems. The article contributes to the literature on AI governance and development by introducing the concept of transnational regulatory spillovers as a driver of sustainable territorial transformation, offering relevant insights for policymakers and stakeholders navigating the global dynamics of digital transition.
Este estudo analisa a relação entre a governança da inteligência artificial (IA) e o desenvolvimento industrial, com foco nos efeitos de spillover transnacionais do quadro regulatório da China sobre o Brasil. Posicionado na interseção entre governança tecnológica, desenvolvimento territorial e sustentabilidade, o artigo examina como modelos emergentes de regulação da IA geram impactos indiretos em economias parceiras através de mecanismos de transferência de tecnologia, complementaridades infraestruturais e alinhamento regulatório. Utilizando uma abordagem de diferenças-em-diferenças (DiD) aplicada a dados em painel de 25 setores industriais brasileiros (2019–2025), os resultados indicam que os setores com maior exposição à IA registaram um aumento significativo na produção após a formalização da cooperação China–Brasil em IA. Os resultados evidenciam ainda que estes efeitos são mediados por ecossistemas tecnológicos open-source, pelo aumento do investimento em infraestruturas digitais e pela redução da incerteza regulatória, contribuindo para um melhor desempenho industrial e maior capacidade adaptativa. Para além dos efeitos económicos, o estudo destaca as implicações territoriais da governança da IA, nomeadamente na promoção de um desenvolvimento regional mais equilibrado, no reforço dos ecossistemas de inovação e no apoio a trajetórias mais sustentáveis e resilientes. O artigo contribui para a literatura ao introduzir o conceito de spillovers regulatórios transnacionais como motor de transformação territorial sustentável, oferecendo implicações relevantes para decisores políticos e stakeholders no contexto da transição digital global.