Santiago, Chile
Este artículo examina las trayectorias teóricas y metodológicas de la antropología política, analizando “lo político” como una dimensión constitutiva de la vida social. A través de un recorrido secuencial, se aborda la evolución de la disciplina desde sus precursores decimonónicos y el debate sobre el contrato social hasta las perspectivas contemporáneas centradas en el poder, la resistencia y la reflexividad antropológica. Se analiza la transición del estructural-funcionalismo, enfocado en el orden y los sistemas segmentarios, hacia el enfoque procesual que prioriza el conflicto y la acción social. Asimismo, se integran los aportes del neoevolucionismo y la ecología cultural en la clasificación de organizaciones políticas. Finalmente, el texto destaca la capacidad de la disciplina para cuestionar los supuestos universalistas occidentales identificando dinámicas de dominación y transformación en ámbitos que trascienden las instituciones formales, como el parentesco y la religión.
Este artigo examina as trajetórias teóricas e metodológicas da antropologia política, analisando “o político” como uma dimensão constitutiva da vida social. Através de um percurso sequencial, aborda-se a evolução da disciplina, desde os seus precursores do século XIX e o debate sobre o contrato social até às perspetivas contemporâneas centradas no poder, na resistência e na reflexividade antropológica. Analisa-se a transição do estrutural-funcionalismo, centrado na ordem e nos sistemas segmentares, para a abordagem processual que privilegia o conflito e a ação social. Além disso, integram-se os contributos do neoevolucionismo e da ecologia cultural na classificação das organizações políticas. Por fim, o texto destaca a capacidade da disciplina para questionar os pressupostos universalistas ocidentais, identificando dinâmicas de dominação e t ransformação em âmbitos que transcendem as instituições formais, como o parentesco e a religião.
This article examines the theoretical and methodological trajectories of political anthropology, analyzing “the political” as a constitutive dimension of social life. Through a chronological overview, it addresses the evolution of the discipline from its nineteenth-century precursors and the debate on the social contract to contemporary perspectives centered on power, resistance, and anthropological reflexivity. It analyzes the transition from structural-functionalism —which focused on order and segmentary systems— to a process-oriented approach that prioritizes conflict and social action. Furthermore, it integrates the contributions of neo-evolutionism and cultural ecology into the classification of political organizations. Finally, the text highlights the discipline’s ability to challenge Western universalist assumptions, identifying dynamics of domination and transformation in spheres that transcend formal institutions, such as kinship and religion.