Lieta Vivaldi Macho, Danitza Pérez Cáceres, Mistral Ensignia Fries
Este artículo examina críticamente la regulación de las Tecnologías de Reproducción Asistida (TRA) en Chile desde una perspectiva feminista. Se argumenta que la ausencia de un marco normativo integral genera vacíos legales y éticos que profundizan las desigualdades de género, clase y acceso económico. A través de un enfoque interdisciplinario que articula derecho y teoría feminista, se analiza cómo las TRA tensionan los principios de autonomía reproductiva y justicia reproductiva. El estudio revisa el panorama normativo vigente en Chile y América Latina, incluyendo proyectos de ley, pronunciamientos judiciales y marcos internacionales de derechos humanos, destacando la influencia del caso Artavia Murillo vs. Costa Rica de la Corte IDH. Asimismo, se aborda la relación entre reproducción asistida, neoliberalismo y mercantilización de la vida, enfatizando los riesgos de la estratificación reproductiva. El artículo sostiene que una regulación holística debe garantizar acceso equitativo, respeto a la autonomía y condiciones de no discriminación para mujeres y personas gestantes. Finalmente, se subraya la necesidad de un debate público informado y de políticas públicas con perspectiva de género, orientadas a proteger los derechos sexuales y reproductivos en un contexto de creciente demanda por estas tecnologías.
Assisted Reproductive Technologies (ART) are medical biotechnologies that assist in human This article critically examines the regulation of Assisted Reproductive Technologies (ART) in Chile from a feminist perspective. It argues that the absence of comprehensive legislation generates legal and ethical gaps that deepen inequalities based on gender, class, and economic access. Drawing on an interdisciplinary framework that integrates law, bioethics, and feminist theory, the analysis explores how ART challenges the principles of reproductive autonomy and reproductive justice. The study reviews the current legal framework in Chile and Latin America, including legislative initiatives, judicial decisions, and international human rights standards, highlighting the relevance of the Artavia Murillo v. Costa Rica ruling of the Inter-American Court of Human Rights. Furthermore, it discusses the intersection between assisted reproduction, neoliberal policies, and the commodification of life, underlining the risks of reproductive stratification. The article contends that a holistic regulatory framework must ensure equitable access, safeguard autonomy, and prevent discrimination against women and pregnant persons. Finally, it stresses the importance of fostering an informed public debate and implementing gender-sensitive public policies to protect sexual and reproductive rights in the context of an increasing demand for assisted reproductive technologies.
Este artigo analisa criticamente a regulação das Tecnologias de Reprodução Assistida (TRA) no Chile a partir de uma perspectiva feminista. Argumenta-se que a ausência de um marco normativo abrangente gera lacunas legais e éticas que aprofundam desigualdades de gênero, classe e acesso econômico. A partir de uma abordagem interdisciplinar que articula direito, bioética e teoria feminista, examina-se como as TRA tensionam os princípios de autonomia reprodutiva e justiça reprodutiva. O estudo revisa o panorama normativo vigente no Chile e na América Latina, incluindo projetos de lei, decisões judiciais e marcos internacionais de direitos humanos, destacando a relevância do caso Artavia Murillo vs. Costa Rica da Corte Interamericana de Direitos Humanos. Além disso, aborda-se a relação entre reprodução assistida, neoliberalismo e mercantilização da vida, enfatizando os riscos da estratificação reprodutiva. O artigo sustenta que uma regulação holística deve garantir acesso equitativo, respeito à autonomia e condições de não discriminação para mulheres e pessoas gestantes. Por fim, ressalta-se a necessidade de um debate público informado e de políticas públicas com perspectiva de gênero, orientadas à proteção dos direitos sexuais e reprodutivos em um contexto de crescente demanda por essas tecnologias.