La espera es un aspecto básico de la experiencia del tiempo. Desde el momento en que no se puede manipular a voluntad el mundo circundante, los planes y deseos de los actores tienen que ajustarse a duraciones no elegidas y eso implica, entre otras cosas, tener que esperar. Sin embargo, este hecho básico tiene su configuración social, y en consecuencia política. Porque no todos esperan por igual, ni esperan lo mismo, ni juegan lo mismo en las situaciones de espera, ni tienen la misma posibilidad de dejar de esperar ni de hacer esperar a otros. Desde este punto de partida, el artículo se organiza en tres apartados. Primero, se propone una delimitación de la noción de espera, segundo se propone una clasificación de sus tipos y, tercero, el central, busca aclarar las relaciones entre espera y poder.
A espera é um aspeto básico da experiência do tempo. Como o mundo circundante não pode ser manipulado à vontade, os planos e desejos dos atores devem ajustar-se a durações não escolhidas, e isso implica, entre outras coisas, ter de esperar. No entanto, este facto básico tem a sua configuração social e, consequentemente, política. Porque nem todos esperam de igual forma, nem todos esperam da mesma forma, nem todos têm o mesmo interesse em situações de espera, nem têm a mesma oportunidade de deixar de esperar ou de fazer esperar os outros. A partir deste ponto de partida, o artigo está organizado em três segmentos. Em primeiro lugar, propõe uma delimitação da noção de espera; segundo, propõe uma classificação dos seus tipos; e terceiro, procura esclarecer as relações entre espera e poder.
Waiting is a basic aspect of the experience of time. Since the surrounding world cannot be manipulated at will, actors' plans and desires must adjust to unchosen durations, and this implies, among other things, having to wait. However, this basic fact has its social, and consequently, political, configuration. Because not everyone waits equally, nor does everyone wait the same way, nor does everyone have the same stake in waiting situations, nor do they have the same opportunity to stop waiting or to make others wait. From this starting point, the article is organized into three segments. First, it proposes a delimitation of the notion of waiting; second, it proposes a classification of its types; and third, and central, it seeks to clarify the relationships between waiting and power.