Colombia
El acoso escolar, o bullying, sigue siendo un problema global. A pesar de los avances en los programas escolares para prevenirlo, sigue siendo muy frecuente. Además, todavía hay muy poca investigación sobre cómo manejarlo cuando ocurre. Este estudio analizó cualitativamente la percepción de los involucrados en la implementación de un protocolo para el manejo de casos de acoso escolar, diseñado con base en la justicia restaurativa. Se entrevistaron 22 personas entre estudiantes, padres y madres de familia, psicólogas, coordinadores y un rector de dos colegios de Bogotá, de contextos socioeconómicos muy distintos, que actualmente implementan el protocolo. En general, se observaron perspectivas muy positivas sobre el protocolo. En la gran mayoría de los casos analizados, la implementación de las acciones restaurativas logró detener las agresiones. Sin embargo, también se identificaron retos importantes, como la gran cantidad de tiempo que requiere su implementación, la tensión entre enfoques punitivos y restaurativos, la limitada diversidad de posibles acciones restaurativas, la comunicación con padres y madres de familia, o los temores asociados a la intervención de instituciones externas al colegio. En cualquier caso, los resultados sugieren que un manejo basado en un enfoque restaurativo puede contribuir a detener el acoso escolar y, al mismo tiempo, generar aprendizajes cruciales para la convivencia pacífica.
School bullying remains a global problem. Although school-based prevention programs have advanced considerably, bullying continues to be highly prevalent. At the same time, little research has examined how schools should respond once bullying has occurred. This study qualitatively explored stakeholders’ perceptions of the implementation of a restorative justice-based protocol for responding to cases of school bullying. Interviews were conducted with 22 participants—including students, parents, psychologists, coordinators, and a principal—from two schools in Bogotá serving markedly different socioeconomic communities that currently implement the protocol. Overall, participants viewed the protocol very positively. In the vast majority of the cases examined, restorative measures succeeded in bringing the bullying to an end. The findings also revealed important challenges, including the considerable time required to implement the protocol, tensions between punitive and restorative approaches, the limited range of available restorative measures, communication with parents, and concerns about the involvement of institutions outside the school. Taken together, the findings suggest that a restorative approach to responding to school bullying can not only help stop bullying but also foster essential learning for peaceful coexistence.
O bullying continua sendo um problema global. Apesar dos avanços nos programas escolares para preveni-lo, ainda é muito frequente. Além disso, ainda há pouca pesquisa sobre como lidar com ele quando ocorre. Este estudo analisou qualitativamente a percepção das pessoas envolvidas na implementação de um protocolo para o manejo de casos de bullying, desenvolvido com base na justiça restaurativa. Foram entrevistadas 22 pessoas, incluindo estudantes, pais e mães, psicólogos, coordenadores e um diretor escolar, de duas escolas de Bogotá (Colômbia), inseridas em contextos socioeconômicos bastante diferentes, que atualmente implementam o protocolo. De modo geral, foram observadas percepções muito positivas sobre o protocolo. Na grande maioria dos casos analisados, a implementação das ações restaurativas conseguiu conter as agressões. No entanto, também foram identificados desafios importantes, como o longo tempo necessário para sua implementação, a tensão entre abordagens punitivas e restaurativas, a limitada diversidade de possíveis ações restaurativas, a comunicação com pais e mães e os receios associados à intervenção de instituições externas à escola. De todo modo, os resultados sugerem que o manejo baseado em uma abordagem restaurativa pode contribuir para conter o bullying e, ao mesmo tempo, gerar aprendizados cruciais para a convivência pacífica.