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Pulgar, Ana
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Ordiales, Raquel
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García-Alba, Laura
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González-García, Carla
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Bravo, Amaia
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Oviedo, España
El ajuste psicosocial es un indicador clave del desarrollo de niños, niñas y adolescentes (NNA) bajo medidas de protección. Este estudio tiene como objetivo describir el perfil psicosocial y analizar comparativamente el bienestar subjetivo, la autoestima y la sintomatología emocional y conductual entre participantes de dos programas del sistema de protección infantil en España: centros de día para la infancia y la adolescencia (programas preventivos de preservación familiar) y hogares de acogimiento residencial (para casos de desamparo o negligencia). Se evaluó a un total de 194 participantes de 11 a 18 años mediante tres instrumentos autoinformados estandarizados: el Cuestionario de Fortalezas y Dificultades (SDQ), el Índice de Bienestar Personal (PWI-7) y la Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES). Se realizaron análisis comparativos entre programas y se exploraron asociaciones con el género y la edad. Los NNA atendidos en centros de día mostraron un perfil psicosocial más favorable, con un bienestar subjetivo significativamente superior y una tendencia a presentar menos dificultades emocionales y conductuales. Los adolescentes en acogimiento residencial presentaron mayores desafíos en las relaciones con sus iguales y una percepción menos positiva del entorno, mientras que no se observaron diferencias significativas en la autoestima. Las correlaciones indicaron que mayores dificultades se asocian con menor bienestar y autoestima, factores que se relacionan positivamente entre sí. Las mujeres mostraron mayor vulnerabilidad emocional y menor satisfacción vital, y la edad presentó un efecto modulador débil. Los hallazgos subrayan la relevancia de programas preventivos que preserven los vínculos familiares y generen experiencias positivas, así como la necesidad de mejorar la calidad del cuidado mediante intervenciones centradas en la seguridad, en relaciones estables y en una atención sensible al trauma. Este estudio destaca la importancia de incorporar una perspectiva de género para fortalecer la resiliencia y el bienestar emocional y, además, aporta evidencia comparativa novedosa sobre el ajuste psicosocial en dos modalidades del sistema de protección en España.
Psychosocial adjustment is a key indicator of developmental outcomes among children and adolescents receiving child protection services. This study describes the psychosocial profile of participants and compares subjective well-being, self-esteem, and emotional and behavioral symptoms across two programs within the Spanish child protection system: day care centers for children and adolescents (preventive family preservation programs) and residential care homes (for cases involving abandonment or neglect). A total of 194 participants aged 11-18 years were assessed using three standardized self-report instruments: the Strengths and Difficulties Questionnaire (SDQ), the Personal Wellbeing Index (PWI-7), and the Rosenberg Self-Esteem Scale (RSES). Comparative analyses were conducted across the two programs, and associations with gender and age were also examined. Participants attending day care centers showed a more favorable psychosocial profile, reporting significantly higher subjective well-being and a tendency toward fewer emotional and behavioral difficulties. In contrast, adolescents in residential care experienced greater difficulties in peer relationships and held less positive perceptions of their environment, although no significant differences in self-esteem were observed. Correlation analyses indicated that greater difficulties were associated with lower levels of well-being and self-esteem, while the latter two variables were positively associated with one another. Girls showed greater emotional vulnerability and lower life satisfaction, whereas age had only a weak moderating effect. These findings underscore the value of preventive programs that preserve family relationships and foster positive experiences, while also highlighting the need to improve the quality of care through interventions focused on safety, stable relationships, and trauma-informed care. The study also emphasizes the importance of incorporating a gender perspective to strengthen resilience and emotional well-being and provides novel comparative evidence on psychosocial adjustment across two types of child protection services in Spain.
O ajustamento psicossocial é um indicador fundamental do desenvolvimento de crianças e adolescentes sob medidas de proteção. Este estudo tem como objetivo descrever o perfil psicossocial e analisar comparativamente o bem-estar subjetivo, a autoestima e a sintomatologia emocional e comportamental entre participantes de dois programas do sistema de proteção à criança e ao adolescente na Espanha: centros de atendimento diurno para crianças e adolescentes (programas preventivos de preservação familiar) e serviços de acolhimento residencial (destinados a casos de abandono ou negligência). Foram avaliados 194 participantes, com idades entre 11 e 18 anos, por meio de três instrumentos padronizados de autorrelato: o Questionário de Capacidades e Dificuldades (SDQ), o Índice de Bem-Estar Pessoal (PWI-7) e a Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES). Foram realizadas análises comparativas entre os programas e exploradas associações com gênero e idade. As crianças e os adolescentes atendidos em centros de atendimento diurno apresentaram um perfil psicossocial mais favorável, com bem- estar subjetivo significativamente superior e tendência a apresentar menos dificuldades emocionais e comportamentais. Os adolescentes em acolhimento residencial apresentaram maiores desafios nas relações com os pares e uma percepção menos positiva do ambiente, enquanto não foram observadas diferenças significativas na autoestima. As correlações indicaram que maiores dificuldades estão associadas a menor bem-estar e autoestima, fatores que, por sua vez, se relacionam positivamente entre si. As meninas apresentaram maior vulnerabilidade emocional e menor satisfação com a vida, enquanto a idade exerceu um fraco efeito moderador. Os achados ressaltam a relevância de programas preventivos voltados à preservação dos vínculos familiares e à promoção de experiências positivas, bem como a necessidade de melhorar a qualidade do cuidado por meio de intervenções centradas na segurança, em relações estáveis e em um cuidado sensível ao trauma. Este estudo destaca a importância de incorporar uma perspectiva de gênero para fortalecer a resiliência e o bem-estar emocional e, além disso, oferece evidências comparativas inéditas sobre o ajustamento psicossocial em duas modalidades do sistema de proteção à infância na Espanha.