Santiago, Chile
Este artículo analiza las formas de agencia que emergen en las prácticas de profesionales que participan en un programa de reinserción escolar en Santiago de Chile, en el marco de políticas educativas restitutivas de derechos. Se parte de un contexto en el que la agencia suele concebirse como capacidad individual y la vulnerabilidad como condición pasiva, lo que ha limitado lecturas integradas en la investigación educativa. A partir de aportes feministas, se propone comprender la agencia y la vulnerabilidad como dimensiones relacionales, ambivalentes y situadas, que se entrelazan en la configuración de subjetividades y prácticas pedagógicas. La indagación adopta un diseño de investigación etnográfico-colaborativo, parte de un estudio de caso y emplea cartografías como dispositivo teórico-metodológico. Las cartografías se desarrollaron con cuatro profesionales del programa mediante sesiones colectivas e individuales, en las que se crearon narrativas visuales y verbales en torno a sus trayectorias personales y profesionales. El análisis combinó estrategias temáticas, narrativas y metafóricas, así como procesos de devolución y coanálisis que privilegiaron la voz de los participantes. Los resultados muestran que las experiencias previas de duelo, migración, desclasamiento y resiliencia de los profesionales se entrelazan con sus prácticas pedagógicas, lo que configura formas de agencia que emergen desde la vulnerabilidad. Estas narrativas permiten identificar que la herida, lejos de ser un obstáculo, puede convertirse en fuerza productiva al generar vínculos éticos y afectivos con los estudiantes. La originalidad del estudio radica en reequilibrar los enfoques sobre la vulnerabilidad y la agencia, desplazarlos de marcos abstractos hacia realidades empíricas y situadas, y proponer las cartografías como herramienta innovadora para visibilizar formas encarnadas de agencia. Se concluye que reconocer la vulnerabilidad como apertura al mundo permite imaginar prácticas educativas más inclusivas y transformadoras.
This article explores the forms of agency that emerge through the practices of professionals participating in a school reintegration programme in Santiago, Chile, implemented within the framework of rights-restorative educational policies. It starts from the observation that agency is commonly conceived as an individual capacity, while vulnerability is treated as a passive condition, a distinction that has constrained more integrated approaches in educational research. Drawing on feminist scholarship, the article instead conceptualises agency and vulnerability as relational, ambivalent, and situated dimensions that become intertwined in the formation of subjectivities and pedagogical practices. The research adopts a collaborative ethnographic design centred on a case study and employs cartographies as its theoretical and methodological tool. Developed with four professionals from the programme, the cartographies were produced through a series of collective and individual sessions in which participants created visual and verbal narratives about their personal and professional trajectories. The analysis brought together thematic, narrative, and metaphorical approaches, alongside processes of participant feedback and collaborative analysis that foregrounded participants’ voices. The findings show how the professionals' previous experiences of grief, migration, downward social mobility, and resilience become interwoven with their pedagogical practices, shaping forms of agency that emerge through vulnerability. These narratives suggest that, rather than functioning as an obstacle, wounding can become a productive force by fostering ethical and affective relationships with students. The originality of the study lies in rebalancing existing approaches to vulnerability and agency, moving the discussion away from abstract frameworks and towards situated empirical realities, while also proposing cartographies as an innovative means of making embodied forms of agency visible. The article concludes that recognising vulnerability as a form of openness to the world enables us to imagine more inclusive and transformative educational practices.
Este artigo analisa as formas de agência que surgem nas práticas de profissionais que participam de um programa de reinserção escolar em Santiago do Chile, no âmbito de políticas educacionais de restituição de direitos. Parte-se de um contexto em que a agência geralmente é concebida como uma capacidade individual e a vulnerabilidade, como uma condição passiva, o que tem limitado as leituras integradas na pesquisa educacional. Com base em contribuições feministas, propõe-se compreender agência e vulnerabilidade como dimensões relacionais, ambivalentes e situadas, entrelaçadas na configuração das subjetividades e nas práticas pedagógicas. A investigação adota um delineamento etnográfico-colaborativo, parte de um estudo de caso e utiliza cartografias como dispositivo teórico-metodológico. As cartografias foram desenvolvidas com quatro profissionais do programa por meio de sessões coletivas e individuais, nas quais narrativas visuais e verbais foram criadas em torno de suas trajetórias pessoais e profissionais. A análise combinou estratégias temáticas, narrativas e metafóricas, bem como processos de devolutiva e coanálise que priorizaram a voz dos participantes. Os resultados mostram que as experiências anteriores dos profissionais de luto, migração, desclassamento e resiliência estão entrelaçadas com suas práticas pedagógicas, o que configura formas de agência que emergem da vulnerabilidade. Essas narrativas nos permitem identificar que a ferida, longe de ser um obstáculo, pode se tornar uma força produtiva ao gerar vínculos éticos e afetivos com os estudantes. A originalidade do estudo está em reequilibrar as abordagens de vulnerabilidade e agência, movendo-as de referenciais abstratos para realidades empíricas e situadas, e propondo cartografias como ferramenta inovadora para tornar visíveis formas incorporadas de agência. Conclui-se que reconhecer a vulnerabilidade como abertura ao mundo nos permite imaginar práticas educacionais mais inclusivas e transformadoras.