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Ramos, Romina
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Aliverti, Ana
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García-España, Elisa
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Dufraix, Roberto
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Arica, Chile
Reino Unido
Málaga, España
Este artículo examina los dilemas morales enfrentados por agentes estatales, principalmente policías de Chile y personal militar, que ejercieron labores de control migratorio en la frontera chileno-boliviana entre 2020 e inicios de 2021, durante la pandemia por covid-19, cuando se registró el pico de ingreso por pasos no habilitados, en el contexto de un aumento inédito de la llegada de personas migrantes, en especial venezolanas, a la región de Tarapacá. A través de un enfoque cualitativo basado en entrevistas en profundidad y trabajo etnográfico, se analiza cómo estos agentes experimentaron la tensión entre el mandato institucional de control migratorio y el imperativo ético de brindar asistencia humanitaria ante situaciones de extrema vulnerabilidad. Entre los principales hallazgos se encuentra la emergencia del humanitarismo desde abajo, que refiere a las respuestas espontáneas y éticamente motivadas por parte de carabineros y militares ante la ausencia de respuestas estatales coordinadas. Es decir, los agentes no actuaron como autómatas, sino como actores que reflexionaron y tomaron decisiones situadas, movilizando valores personales y profesionales frente a situaciones límite. Así, el control fronterizo resultó ser un espacio de disputa, donde coexistieron, y a veces colisionaron, las lógicas de vigilancia, de control y de protección.
This article explores the moral dilemmas faced by state agents—primarily Chilean police officers and military personnel—responsible for migration control along the Chile–Bolivia border during the COVID-19 pandemic. The analysis focuses on the period between 2020 and early 2021, when irregular crossings through unauthorized border points reached their highest levels amid an unprecedented increase in the arrival of migrants, particularly Venezuelans, to the Tarapacá region. Based on qualitative research combining in-depth interviews and ethnographic fieldwork, the study examines how these agents navigated the tension between their institutional mandate to enforce migration controls and the ethical imperative to assist people experiencing extreme vulnerability. One of the central findings is the emergence of grassroots humanitarianism: spontaneous, ethically motivated responses by police officers and military personnel that arose in the absence of coordinated state action. Rather than acting as mere executors of policy, these agents reflected on the circumstances they encountered and made context-dependent decisions, drawing on both personal and professional values when confronted with extreme situations. The findings show that border control functioned as a contested arena in which the logics of surveillance, enforcement, and protection coexisted and, at times, came into conflict.
Este artigo examina os dilemas morais enfrentados por agentes estatais, principalmente policiais chilenos e pessoal militar, que exerceram atividades de controle migratório na fronteira chileno-boliviana entre 2020 e o início de 2021, durante a pandemia de covid-19, período em que foi registrado o pico de entradas por passagens não autorizadas, em um contexto de aumento sem precedentes da chegada de migrantes, especialmente venezuelanos, à região de Tarapacá. Por meio de uma abordagem qualitativa baseada em entrevistas em profundidade e trabalho etnográfico, analisa-se como esses agentes experimentaram a tensão entre o mandato institucional de controle migratório e o imperativo ético de prestar assistência humanitária diante de situações de extrema vulnerabilidade. Entre os principais achados, destaca-se a emergência do humanitarismo de baixo, entendido como respostas espontâneas e eticamente motivadas por parte de carabineiros e militares diante da ausência de respostas estatais coordenadas. Em outras palavras, os agentes não atuaram como autômatos, mas como atores que refletiram e tomaram decisões situadas, mobilizando valores pessoais e profissionais diante de situações-limite. Assim, o controle fronteiriço revelou-se um espaço de disputa, no qual coexistiram, e por vezes colidiram, as lógicas de vigilância, controle e proteção.