María Teresa Silva Fernández
, Bárbara Mariana Gutierrez Pérez
, Jesús Ruedas Caletrio
, Agustín Huete García
El presente estudio tiene como objetivo analizar las dinámicas emocionales que se configuran en la infancia a partir de su interacción con los espacios que habita, incorporando la perspectiva de género y la variable tiempo como ejes del análisis. Se parte de la idea de que la naturaleza y la tecnología no constituyen escenarios neutrales, sino que generan huellas afectivas diferenciadas que inciden de manera significativa en el desarrollo de la identidad infantil. En la actualidad, niños y niñas se relacionan de forma simultánea con ambos entornos, lo que hace necesario comprender cómo se vinculan emocionalmente con ellos y de qué modo estas experiencias contribuyen a su configuración socioemocional. Desde un enfoque cuantitativo, se ha desarrollado una investigación en la que se contó con una muestra representativa de alumnado de 10 a 12 años de centros educativos españoles. Para ello, se diseñó un cuestionario estructurado con escalas de respuesta adaptadas a la población infantil, que permitió recoger información sobre la intensidad de las emociones experimentadas en entornos naturales y digitales, así como sobre el tiempo invertido en cada uno de ellos. Los análisis estadísticos aplicados han permitido identificar diferencias significativas por género, entorno y tiempo de exposición. Los resultados reflejan que el entorno natural se configura como un espacio emocionalmente más equilibrado y restaurador, mientras que el digital, aunque también emocionalmente activo, reproduce con mayor intensidad los estereotipos de género. La correlación entre tiempo y emociones es más consistente en el entorno natural, en especial en el incremento de emociones positivas y la reducción de las negativas. Este trabajo contribuye al estudio del vínculo emocional infantil incorporando simultáneamente el análisis de género, la comparación entre espacios y la variable tiempo, lo que permite enriquecer las estrategias pedagógicas orientadas a un desarrollo emocional más justo, equilibrado y situado.
This study examines the emotional dynamics that emerge during childhood through children’s interactions with the environments they inhabit, taking gender and exposure time as its analytical framework. It is based on the premise that nature and technology are not neutral settings but rather generate distinct affective imprints that significantly shape the development of children’s identities. Today, boys and girls engage simultaneously with both environments, highlighting the need to understand the emotional relationships they establish with each and the ways in which these experiences contribute to their socio-emotional development. Adopting a quantitative approach, the research drew on a representative sample of 10- to 12-year-old students from Spanish schools. Data were collected using a structured questionnaire with response scales adapted for children, allowing information to be gathered on the intensity of emotions experienced in natural and digital environments, as well as the amount of time spent in each. Statistical analyses revealed significant differences according to gender, environment, and exposure time. The findings show that the natural environment provides a more emotionally balanced and restorative setting, whereas the digital environment, although likewise emotionally engaging, reproduces gender stereotypes more strongly. The relationship between exposure time and emotions is more consistent in the natural environment, particularly in the increase in positive emotions and the reduction of negative ones. By simultaneously incorporating analyses of gender, comparisons between environments, and exposure time, this study advances research on children’s emotional connections with their environments and helps enrich pedagogical strategies aimed at fostering more equitable, balanced, and context-sensitive emotional development.
O objetivo deste estudo é analisar as dinâmicas emocionais vivenciadas por crianças em sua interação com os espaços que habita, incorporando a perspectiva de gênero e a variável temporal como eixos de análise. Parte-se do pressuposto de que natureza e tecnologia não constituem cenários neutros, mas produzem experiências afetivas distintas que influenciam significativamente o desenvolvimento da identidade infantil. Atualmente, as crianças se relacionam simultaneamente com ambos os ambientes, o que torna necessário compreender como estabelecem vínculos emocionais com esses espaços e como tais experiências contribuem para sua configuração socioemocional. Com base em uma abordagem quantitativa, foi realizada uma pesquisa com uma amostra representativa de estudantes de 10 a 12 anos de centros educativos espanhóis. Para isso, foi elaborado um questionário estruturado com escalas de resposta adaptadas ao público infantil, permitindo coletar informações sobre a intensidade das emoções experimentadas em ambientes naturais e digitais, bem como sobre o tempo de permanência em cada um deles. As análises estatísticas permitiram identificar diferenças significativas segundo gênero, tipo de ambiente e tempo de exposição. Os resultados indicam que o ambiente natural se caracteriza como um espaço emocionalmente mais equilibrado e restaurador, enquanto o ambiente digital, embora também mobilize experiências emocionais relevantes, reproduz estereótipos de gênero com maior intensidade. A correlação entre tempo e emoções mostrou-se mais consistente no ambiente natural, especialmente quanto ao aumento das emoções positivas e à redução das negativas. O estudo contribui para a compreensão dos vínculos emocionais na infância ao integrar a análise de gênero, a comparação entre ambientes e a dimensão temporal, fornecendo subsídios para estratégias pedagógicas voltadas a um desenvolvimento emocional mais justo, equilibrado e contextualizado.