El turismo oscuro se ha consolidado como un campo emergente en Brasil, con investigaciones más centradas en la oferta que en la demanda. Este artículo analiza las experiencias de los participantes en recorridos dark en São Paulo y Recife a partir de contenido generado por usuarios. La investigación es descriptiva y cualitativa, con datos recolectados en 178 comentarios en Google Local Guides, Tripadvisor y Facebook, analizados según la metodología de Bardin (2011) y categorizados conforme a la economía de la experiencia de Pine y Gilmore (1999). Los resultados revelan que, en ambas ciudades, los recorridos no provocan miedo, sino que ofrecen entretenimiento y aprendizaje. En la economía de la experiencia, se destacan las categorías de entretenimiento y educación, mientras que las dimensiones escapista y estética no sobresalen debido al carácter participativo y no inmersivo de los itinerarios. Se concluye que es necesario profundizar los estudios enfocados en la demanda y en sus motivaciones.
Dark tourism has emerged as a growing field in Brazil, with research focusing primarily on the supply side. This article analyzes the experiences of participants on dark tourism tours in São Paulo and Recife, based on user-generated content. This descriptive, qualitative study collected data from 178 online comments on Google Local Guides, Tripadvisor, and Facebook. Following Bardin’s (2011) methodology, the content was analyzed and classified according to Pine and Gilmore’s (1999) experience economy framework. The results indicate that the tours do not evoke fear in either city but rather offer entertainment and learning opportunities. Within the experience economy framework, entertainment and education are prominent while escapism and aesthetics are less so due to the tours’ participatory and no immersive nature. The study concludes that further research is needed to explore visitor motivations and demand.
O turismo sombrio tem se consolidado como um campo emergente no Brasil, com investigações mais centradas na oferta do que na demanda. Este artigo analisa as experiências dos participantes de roteiros dark em São Paulo e Recife, com base em conteúdo gerado por usuários. A pesquisa é descritiva e qualitativa, com dados coletados em 178 comentários online no Google Local Guides, Tripadvisor e Facebook, analisados conforme a metodologia de Bardin (2011) e classificados segundo a economia da experiência de Pine e Gilmore (1999). Os resultados mostram que, em ambas as cidades, os passeios não causam medo, mas proporcionam divertimento e aprendizado. Na economia da experiência, destacam-se as categorias de entretenimento e educação, enquanto as dimensões escapista e estética não se sobressaem, devido ao caráter participativo e não imersivo dos roteiros. Conclui-se que há necessidade de aprofundar os estudos voltados à demanda e às motivações desses visitantes.