Serbia
Este artículo examina el pensamiento geopolítico serbio a través de la obra de Jovan Cvijić (1865-1927), geógrafo de principios del siglo xx, ampliamente considerado como el epítome de la tradición geopolítica serbia. Alejándose del sesgo eurocéntrico que predomina en la disciplina, el estudio argumenta que centrarse exclusivamente en las tradiciones geopolíticas de las grandes potencias pasa por alto contribuciones intelectualmente significativas de Estados más pequeños. El artículo persigue tres objetivos interrelacionados. El primero es proporcionar una visión general sistemática de cinco fases en la evolución del pensamiento geopolítico serbio desde principios del siglo XIX hasta 2020. El segundo es sistematizar las ideas geopolíticas de Cvijić en cuatro áreas principales: la geografía física de los Balcanes, la necesidad imperiosa del acceso al mar, las cuestiones de etnicidad, lengua y religión, y la dinámica de las relaciones entre las grandes potencias. Finalmente, el tercer objetivo del artículo es comentar el que probablemente sea su artículo más representativo, «La posición geográfica y cultural de Serbia», a través del cual se manifiesta la utilidad de sus ideas geopolíticas presentes en toda su obra. El análisis demuestra que el pensamiento de Cvijić, desarrollado en paralelo con los principales autores geopolíticos clásicos de su época, se distinguió por su perspectiva de pequeño Estado, que necesariamente incorporaba cálculos de grandes potencias en su razonamiento estratégico. Sus conceptos de Área Central y Núcleo Balcánico, su defensa constante del acceso serbio al mar Adriático y su tratamiento matizado de las fronteras etnolingüísticas constituyen contribuciones significativas a la teoría geopolítica. El artículo concluye que el pensamiento geopolítico serbio, y el legado intelectual de Cvijić en particular, merece una mayor atención dentro del estudio global de la geopolítica.
This paper examines Serbian geopolitical thought through the work of Jovan Cvijić, an early 20th century geographer widely regarded as the epitome of the Serbian geopolitical tradition. Departing from the Western-centric bias that dominates the discipline, the study argues that an exclusive focus on great power geopolitical traditions overlooks intellectually significant contributions from smaller states. The paper pursues three interrelated objectives. First is to provide a systematic overview of five phases in the evolution of Serbian geopolitical thought from the early 19th century to 2020. Second is systematizing Cvijić's geopolitical ideas into four principal focal areas—the physical geography of the Balkans, the imperative of sea access, questions of ethnicity, language and religion, and the dynamics of great power relations. And finally, the third objective of the paper is to give a commentary of arguably his most epitomizing paper "The Geographical and Cultural Position of Serbia", through which the utility of his geopolitical ideas scattered throughout his writings. The analysis demonstrates that Cvijić's thought, developed in parallel with the major classical geopolitical authors of his era, was distinguished by its small-state perspective—one that necessarily incorporated great power calculations into its strategic reasoning. His concepts of the Central Area and the Balkan Core, his sustained advocacy for Serbian access to the Adriatic Sea, and his nuanced treatment of ethno-linguistic boundaries constitute meaningful contributions to geopolitical theory. The paper concludes that Serbian geopolitical thought, and Cvijić's intellectual legacy in particular, warrants broader attention within the global study of geopolitics.
Este artigo examina o pensamento geopolítico sérvio através da obra de Jovan Cvijić (1865-1927), geógrafo do início do século xx amplamente considerado o epítome da tradição geopolítica sérvia. Afastando-se da perspectiva eurocêntrica que domina a disciplina, o estudo defende que um foco exclusivo nas tradições geopolíticas das grandes potências negligencia contribuições intelectualmente significativas de Estados mais pequenos. O artigo procura três objetivos inter-relacionados. O primeiro é fornecer uma visão sistemática de cinco fases na evolução do pensamento geopolítico sérvio desde o início do século xix até 2020. O segundo é sistematizar as ideias geopolíticas de Cvijić em quatro áreas principais: a geografia física dos Balcãs, o imperativo do acesso ao mar, as questões de etnia, língua e religião, e a dinâmica das relações entre as grandes potências. E, finalmente, o terceiro objectivo do artigo é comentar aquele que é, possivelmente, o seu artigo mais representativo, «A Posição Geográfica e Cultural da Sérvia», através do qual se evidencia a utilidade das suas ideias geopolíticas dispersas nos seus escritos. A análise demonstra que o pensamento de Cvijić, desenvolvido em paralelo com os principais autores geopolíticos clássicos do seu tempo, se distinguiu pela sua perspectiva de pequeno Estado — uma perspectiva que incorporava necessariamente cálculos de grandes potências no seu raciocínio estratégico. Os seus conceitos de Área Central e Núcleo Balcânico, a sua defesa constante do acesso da Sérvia ao Mar Adriático e o seu tratamento matizado das fronteiras etnolinguísticas constituem contributos significativos para a teoria geopolítica. O artigo conclui que o pensamento geopolítico sérvio, e o legado intelectual de Cvijić em particular, merece uma maior atenção no âmbito dos estudos globais de geopolítica.