Job es uno de los libros sapienciales más célebres en el Antiguo Testamento. En él se hablan de algunos de los principales temas asociados al origen del mal en el mundo: se invalida, de entrada, la respuesta del libre albedrío que es clásica en la filosofía y la teología, desbordando la interpretación como una prueba de fe (habitualmente atribuída a una prueba a Job, aunque estaría más enfocada a probar al Satán que incluso un hombre puede ser fiel). Parecería más una tendencia hacia la paradoja de Epicuro, aunque se desborda esta respuesta dado que en el contexto particular de Job hay una tendencia a la respuesta al mal como prueba, solo que, parecería que se ha confundido al sujeto probado. La justificación del sufrimiento, en este contexto, está dada como una respuesta filosófica de Dios en el trascurso del prólogo de este libro sapiencial. El objetivo del presente artículo es realizar un análisis interno del prólogo del libro de Job para esbozar la respuesta acerca del origen del mal en el mundo que nos muestra que, desde una perspectiva filosófica–teológica, es posible llegar a una respuesta consensuada acerca de esta pregunta clásica en la filosofía moral: el sufrimiento y el origen del mal no es un evento paradógico, sino que es un hecho con un significado más profundo de lo que habitualmente se le otorga al mismo.
Job is one of the most popular sapiential books on the Old Testament. It addresses some of the main themes associated with the origin of evil in the world: it immediately invalidates the free will response, a classic argument in philosophy and theology, going beyond the interpretation of it as a test of faith (usually attributed to a trial of Job, although it would be more focused on proving to Satan that even a man can be faithful). It seems more like a tendency toward the Epicurean paradox, although this response goes beyond that, given that in the context of Job there is a tendency to respond to evil as a test; however, the subject being tested has been misunderstood. The justification of suffering, in this context, is given as a philosophical response from God in the prologue of this wisdom book. The objective of this article is to carry out an internal analysis of the prologue of the book of Job in order to outline the answer about the origin of evil in the world, which shows us that, from a philosophical-theological perspective, it is possible to arrive at a consensus answer about this classic question in moral philosophy: suffering and the origin of evil is not a paradoxical event, but rather a fact with a deeper meaning than is usually given to it.
O livro de Jó é um dos mais célebres livros sapienciais do Antigo Testamento. Ele aborda alguns dos principais temas associados à origem do mal no mundo: invalida imediatamente a explicação do livre-arbítrio, um clássico da filosofia e da teologia, indo além da interpretação do mal como um teste de fé (geralmente atribuída a uma provação de Jó, embora estivesse mais focada em provar a Satanás que até mesmo um homem pode ser fiel). Parece mais uma tendência ao paradoxo epicurista, embora essa explicação seja superada porque, no contexto específico de Jó, há uma tendência a ver o mal como um teste, só que parece que o sujeito testado foi mal compreendido. A justificativa do sofrimento, nesse contexto, é dada como uma resposta filosófica de Deus no prólogo deste livro sapiencial. O objetivo deste artigo é realizar uma análise interna do prólogo do livro de Jó, a fim de delinear a resposta sobre a origem do mal no mundo, mostrando que, de uma perspectiva filosófico-teológica, é possível chegar a uma resposta consensual sobre esta questão clássica da filosofia moral: o sofrimento e a origem do mal não são um evento paradoxal, mas sim um fato com um significado mais profundo do que aquele que geralmente lhe é atribuído.