Colombia
Este ensayo gira en torno a la pregunta: ¿cómo se estructura estética y narrativamente la novela Las malas a partir de la representación del cuerpo exiliado? Para alcanzar su objetivo, el texto se organiza en tres apartados clave; en primer lugar, examina el desarraigo físico, simbólico y social, que padecen las mujeres trans del Parque Sarmiento dentro de la narración, desde la categoría exilio; en segundo lugar, estudia ejes simbólicos de la obra —herida, metamorfosis y comunidad— desde una perspectiva decolonial; posteriormente, tensiona la visión del cuerpo en la literatura, problematiza el alcance crítico de las llamadas literaturas marginales y muestra las pugnas que generan al clasificar estas narrativas a partir del canon. Finalmente, el ensayo concluye que la novela convierte la corporalidad trans en un dispositivo estético-crítico que desestabiliza las jerarquías del canon, mientras que deja abierta la reflexión sobre la paradoja de lo marginal y su incorporación al centro del debate literario.
Este ensaio gira em torno da seguinte questão: como o romance Las malas se estrutura estética e narrativamente através da representação do corpo exilado? Para atingir esse objetivo, o texto se organiza em três seções principais. Primeiro, examina o desenraizamento físico, simbólico e social vivenciado pelas mulheres trans do Parque Sarmiento dentro da narrativa, utilizando a categoria de exílio. Segundo, estuda os eixos simbólicos da obra — ferida, metamorfose e comunidade — a partir de uma perspectiva decolonial. Em seguida, explora as tensões em torno da visão do corpo na literatura, problematiza o escopo crítico das chamadas literaturas marginais e revela as dificuldades que surgem ao classificar essas narrativas de acordo com o cânone. Por fim, o ensaio conclui que o romance transforma a corporeidade trans em um dispositivo estético-crítico que desestabiliza as hierarquias do cânone, ao mesmo tempo que deixa em aberto a reflexão sobre o paradoxo da marginalidade e sua incorporação ao centro do debate literário.
This essay revolves around the question: how is the novel Las malas aesthetically and narratively structured through the representation of the exiled body? To achieve its objective, the text is organized into three key sections. First, it examines the physical, symbolic, and social uprooting experienced by the trans woman of Parque Sarmiento within the narrative, through the category of exile. Second, it analyzes the symbolic axes of the work —wound, metamorphosis, and community— from a decolonial perspective. Subsequently, it puts into tension the notion of the body in literature, problematizes the critical scope of so-called marginal literatures, and highlights the conflicts that arise when classifying these narratives in relation to the canon. Finally, the essay concludes that the novel transforms trans corporeality into an aesthetic-critical device that destabilizes canonical hierarchies, while also leaving open a reflection on the paradox of the marginal and its incorporation into the center of literary debate.