Santiago, Chile
El presente artículo desarrolla un marco analítico para comprender la propaganda como una tecnología discursiva que erosiona los fundamentos de la deliberación democrática. A partir de Los orígenes del totalitarismo (1951), de Hannah Arendt, y de algunos desarrollos contemporáneos del fenómeno propagandístico, examino las dimensiones epistémicas y lingüísticas (pragmáticas) de la propaganda, e investigo cómo ciertas prácticas discursivas, visuales y verbales funcionan como actos de habla subordinantes y juegos de lenguaje genocidas. Al identificar la articulación entre propaganda, prácticas retóricas publicitarias y discursos cientificistas, demuestro que Arendt identificó un mecanismo que trasciende los movimientos totalitarios y continúa amenazando la pervivencia de la deliberación democrática.
This article proposes an analytical framework that approaches propaganda as a discursive technology capable of undermining the foundations of democratic deliberation. Building on Hannah Arendt’s The Origins of Totalitarianism (1951) and engaging with contemporary discussions of propaganda, the analysis focuses on its epistemic and linguistic (pragmatic) dimensions. It examines how particular discursive, visual, and verbal practices operate as subordinating speech acts and genocidal language games. The article further traces the links between propaganda, advertising rhetoric, and scientistic discourse, showing that the mechanism identified by Arendt extends beyond totalitarian movements and continues to pose a threat to the persistence of democratic deliberation.
Este artigo desenvolve uma estrutura analítica para entender a propaganda como uma tecnologia discursiva que corrói os fundamentos da deliberação democrática. A partir de The Origins of Totalitarianism (1951), de Hannah Arendt, e de alguns desenvolvimentos contemporâneos no fenômeno da propaganda, examino as dimensões epistemológicas e linguísticas (pragmáticas) da propaganda, além de investigar como certas práticas discursivas, visuais e verbais funcionam como atos de fala de subordinação e jogos de linguagem de caráter genocida. Ao identificar a articulação entre propaganda, práticas retóricas da publicidade e discursos cientificistas, demonstro que Arendt identificou um mecanismo que transcende movimentos totalitários e continua ameaçando a sobrevivência da deliberação democrática.