México
Este artículo examina la conformación histórica del capitalismo dependiente en América Latina desde su integración temprana al mercado mundial en una posición subordinada. Se argumenta que la inserción colonial y posteriormente imperialista consolidó una división internacional del trabajo funcional a la acumulación de capital en los países centrales, asignando a la región un rol primario‑exportador. A partir de la teoría marxista de la dependencia, se analiza cómo el intercambio desigual opera como mecanismo estructural de transferencia de valor desde la periferia hacia el centro, afectando las condiciones internas de acumulación. En este marco, la ruptura del ciclo del capital en las economías dependientes da lugar a una modalidad específica de reproducción capitalista basada en la superexplotación de la fuerza de trabajo, expresada en salarios sistemáticamente inferiores a su valor, intensificación del trabajo y restricción del consumo obrero. El trabajo sostiene que esta dinámica constituye el fundamento del subdesarrollo latinoamericano y explica su persistencia en el capitalismo contemporáneo.
This article examines the historical formation of dependent capitalism in Latin America since its early integration into the world market in a subordinate position. It argues that colonial and later imperialist insertion consolidated an international division of labor functional to capital accumulation in the central economies, assigning the region a primary‑export role. Drawing on Marxist dependency theory, the paper analyzes how unequal exchange operates as a structural mechanism of value transfer from the periphery to the center, undermining domestic accumulation conditions. Within this framework, the rupture of the capital cycle in dependent economies gives rise to a specific mode of capitalist reproduction based on the superexploitation of labor power, expressed through wages systematically below its value, labor intensification, and the restriction of workers’ consumption. The article contends that this dynamic constitutes the foundation of Latin American underdevelopment and explains its persistence under contemporary capitalism.
Este artigo analisa a formação histórica do capitalismo dependente na América Latina desde sua incorporação precoce ao mercado mundial em uma posição subordinada. Sustenta-se que a inserção colonial e, posteriormente, imperialista consolidou uma divisão internacional do trabalho funcional à acumulação de capital nos países centrais, atribuindo à região um papel primário‑exportador. A partir da teoria marxista da dependência, examina-se como a troca desigual atua como um mecanismo estrutural de transferência de valor da periferia para o centro, comprometendo as condições internas de acumulação. Nesse contexto, a ruptura do ciclo do capital nas economias dependentes dá origem a uma modalidade específica de reprodução capitalista baseada na superexploração da força de trabalho, expressa em salários sistematicamente abaixo do seu valor, intensificação do trabalho e restrição do consumo operário. O artigo argumenta que essa dinâmica constitui o fundamento do subdesenvolvimento latino-americano e explica sua persistência no capitalismo contemporâneo.