Valladolid, España
La discapacidad auditiva (DA) en escolares limita el acceso a la información sonora, lo que puede obstaculizar el desarrollo del lenguaje y la comunicación, afectar a la interacción social y al desarrollo socioemocional, y asociarse a dificultades como aislamiento o baja autoestima. Además, se han descrito déficits relativamente consistentes en el equilibrio y una mayor heterogeneidad en la coordinación visomotora, con posibles consecuencias sobre la participación en la actividad física y la adquisición de hábitos saludables. El objetivo de este artículo es sintetizar la evidencia científica disponible sobre DA y rendimiento motor en edad escolar y proponer un modelo conceptual que explique la variabilidad de resultados y oriente la práctica docente en Educación Física. Con este fin, se realiza una revisión integradora de la literatura y se presenta un modelo multicausal del rendimiento motor en alumnado con DA. El modelo articula tres vías (biológica-vestibular, sensorial/feedback y contextual/participación) que convergen sobre el rendimiento motor y cuatro moderadores (etiología/daño, edad de diagnóstico o implantación y rehabilitación, lengua/modalidad comunicativa, y tipo de escolarización y apoyos) que modulan la magnitud y dirección de los efectos. La aportación principal es ofrecer un marco explicativo que evita lecturas monofactoriales y permite derivar criterios para la evaluación del rendimiento motor y recomendaciones de intervención escolar ajustadas a perfiles clínicos y educativos diversos.
Hearing disability (HD) in school-age children limits access to auditory information, which can hinder language development and communication, affect social interaction and socio-emotional development, and be associated with difficulties such as isolation or low self-esteem. In addition, relatively consistent deficits in balance and more heterogeneous findings in visuomotor coordination have been reported, with potential consequences for participation in physical activity and the acquisition of healthy habits. The aim of this article is to synthesize the available scientific evidence on hearing disability and motor performance in school-age children and to propose a conceptual model that explains variability across findings and guides teaching practice in Physical Education. To this end, we conducted an integrative review of the literature and present a multicausal model of motor performance in students with hearing disability. The model articulates three pathways (biological–vestibular, sensory/feedback, and contextual/participation) converging on motor performance, and four moderators (etiology/degree of damage, age at diagnosis or implantation and rehabilitation, language/communication modality, and type of schooling and supports) that shape the magnitude and direction of effects. The main contribution is a framework that avoids mono-factorial interpretations and supports motor performance assessment and school-based intervention recommendations tailored to diverse clinical and educational profiles.
A deficiência auditiva (DA) em crianças em idade escolar limita o acesso à informação sonora, o que pode dificultar o desenvolvimento da linguagem e da comunicação, afetar a interação social e o desenvolvimento socioemocional, e estar associada a dificuldades como isolamento ou baixa autoestima. Além disso, têm sido descritos déficits relativamente consistentes no equilíbrio e resultados mais heterogéneos na coordenação visuomotora, com possíveis repercussões na participação em atividade física e na aquisição de hábitos saudáveis. O objetivo deste artigo é sintetizar a evidência científica disponível sobre DA e desempenho motor em idade escolar e propor um modelo conceptual que explique a variabilidade dos resultados e oriente a prática docente em Educação Física. Para tal, realizou-se uma revisão integrativa da literatura e apresenta-se um modelo multicausal do desempenho motor em estudantes com DA. O modelo articula três vias (biológica–vestibular, sensorial/feedback e contextual/participação) que convergem no desempenho motor e quatro moderadores (etiologia/grau de lesão, idade no diagnóstico ou na implantação e reabilitação, língua/modalidade comunicativa e tipo de escolarização e apoios) que modulam a magnitude e a direção dos efeitos. A principal contribuição consiste em oferecer um enquadramento que evita interpretações monofatoriais e apoia a avaliação do desempenho motor e recomendações de intervenção escolar ajustadas a perfis clínicos e educativos diversos.