In this article, we highlight how Walter Benjamin relates his critiques of colonialism to his ecological concerns. Here, we present the work and thought of Walter Benjamin from the critical perspective of modernity, colonialism, and the destruction of nature. Firstly, we will address Benjamin's conception as a thinker who navigates “against the current of modernity”, challenging dominant narratives and offering a critical view of progress. Next, we examine how Benjamin understands colonialism, highlighting the “history of the defeated” and revealing the devastating consequences of imperialism for colonized peoples. Finally, we discuss the concept of “unlimited pessimism” in Benjamin. This pessimism is not merely a negative view of the world, but a way to organize critical thought in the face of the devastation caused by capitalist modernity and colonialism. For Benjamin, pessimism is a necessary stance to confront the illusions of progress, as only through a pessimistic analysis it is possible to recognize the gravity of the destruction of nature and traditional ways of life. Pessimism, therefore, is organized as a tool of resistance, rejecting naive optimism and proposing a darker yet more realistic understanding of the consequences of unrestrained development. This article thus connects Benjamin's pessimistic view to current ecological crises, suggesting that recognizing the damage caused by modernity is the first step toward building a new ethics regarding nature.
Neste artigo, destacamos como Walter Benjamin relaciona suas críticas ao colonialismo com suas preocupações ecológicas. Aqui, apresentamos a obra e o pensamento de Walter Benjamin sob a perspectiva crítica da modernidade, do colonialismo e da destruição da natureza. Primeiramente, abordamos a concepção de Benjamin como um pensador que navega “na contracorrente da modernidade”, desafiando as narrativas dominantes e oferecendo uma visão crítica do progresso. Em seguida, examinamos a maneira como Benjamin entende o colonialismo, destacando a “história dos vencidos” e revelando as consequências devastadoras do imperialismo para os povos colonizados. Finalmente, abordamos o conceito de “pessimismo ilimitado” em Benjamin. Este pessimismo não é meramente uma visão negativa do mundo, mas uma forma de organizar o pensamento crítico frente à devastação causada pela modernidade capitalista e pelo colonialismo. Para Benjamin, o pessimismo é uma postura necessária para enfrentar as ilusões do progresso, pois só a partir de uma análise pessimista é possível reconhecer a gravidade da destruição da natureza e dos modos de vida tradicionais. O pessimismo, portanto, é organizado como uma ferramenta de resistência, que rejeita o otimismo ingênuo e propõe uma compreensão mais sombria, porém realista, das consequências do desenvolvimento desenfreado. Este artigo, assim, conecta a visão pessimista de Benjamin às crises ecológicas atuais, sugerindo que o reconhecimento dos danos causados pela modernidade é o primeiro passo para a construção de uma nova ética em relação à natureza.