This article analyzes the constitution of Brazilian philosophy by taking into account the historical, epistemological and cultural challenges that permeate it. Initially, the predominance of European philosophical traditions in the formation of academic philosophy in Brazil is observed, highlighting how this influence aroused criticism of the lack of originality and autonomy in national philosophical thought, as argued by Silvio Romero and Fr. Leonel Franca. Next, scholars such as Margutti and Crisóstomo are mentioned, who suggest a pluralist approach, arguing that Brazilian philosophy should not be understood solely as an extension of European traditions, but rather as an authentic creation capable of articulating local knowledge with universal issues. The article also emphasizes the relevance of indigenous philosophies, represented by thinkers such as Ailton Krenak and Davi Kopenawa, in the construction of a genuinely Brazilian philosophy. Therefore, it is concluded that Brazilian philosophy needs to go beyond Eurocentric paradigms, adopting a plural and dynamic character that reflects its cultural and historical particularities.
O presente artigo investiga a formação da filosofia brasileira, considerando os desafios históricos, epistemológicos e culturais que a cercam. Em um primeiro momento, observa-se o domínio das tradições filosóficas europeias na constituição da filosofia acadêmica no Brasil, evidenciando como essa influência gerou críticas à falta de originalidade e autonomia no pensamento filosófico nacional, conforme argumentado por Silvio Romero e Pe. Leonel Franca. Em seguida, são apresentados estudiosos como Margutti e Crisóstomo, que propõem uma abordagem pluralista, sugerindo que a filosofia brasileira não deve ser percebida apenas como uma extensão das tradições europeias, mas sim como uma criação própria que consegue articular saberes locais com questões universais. O artigo também ressalta a importância das filosofias indígenas, representadas por pensadores como Ailton Krenak e Davi Kopenawa, na formação de uma filosofia genuinamente brasileira. Dessa forma, conclui-se que a filosofia brasileira deve superar paradigmas eurocêntricos, assumindo um caráter plural e dinâmico que reflita as particularidades culturais e históricas do país.