This article examines the evolution of Marxism from its classical foundations to its contemporary reformulations in both Eastern and Western intellectual traditions. Through a combination of textual analysis, comparative study, and critical theoretical evaluation, the paper provides a systematic overview of major Marxist variants, including Soviet and Chinese Marxism, Vietnamese and Southeast Asian applications, Western Marxism, eco-Marxism, digital Marxism, feminist and postcolonial Marxist perspectives. The study also identifies central theoretical debates concerning the relationship between structure and agency, the economic base and cultural–political superstructure, the nature of ideology, the role of the state, and the dynamics of class, exploitation, and revolutionary change. In addition, the article highlights how twenty-first-century transformations, climate change, digital capitalism, global migration, identity politics, and rising inequality, pose new challenges that require Marxist theory to expand beyond its traditional economic focus. By synthesizing these developments, the paper clarifies both the enduring strengths and the persistent limitations of Marxist thought. It argues that while Marxism continues to provide a powerful framework for analyzing structural inequality and capitalist contradictions, it must integrate insights from ecology, feminism, postcolonial theory, and digital studies in order to remain intellectually relevant and analytically robust in the contemporary world.
Este artigo aborda a evolução dos fundamentos clássicos do marxismo até às releituras contemporâneas, tanto na tradição ocidental quanto na tradição oriental. A partir de uma análise crítica de conceitos e estudos comparativos, o artigo aborda uma visão sistemática de variantes marxistas que se sobressaíram na história do pensamento, dentre as quais as quais a visão soviética, a visão chinesa, a visão vietnamita, bem como suas aplicações no sudeste asiático, o marxismo ocidental, o eco-marxismo, o marxismo da era digital, o marxismo feminista e o marxismo pós-colonial. O artigo também aborda leituras centrais referentes à relação entre agência e estrutura, base econômica e superestrutura, a natureza da ideologia, o papel do estado, bem como a dinâmica da exploração de classes, assim como a guinada revolucionária. Nesse sentido, destaca-se como as transformações do séc. XXI, as mudanças climáticas, o capitalismo da era digital, as migrações globais, a política identititárista, bem como o aumento das desigualdades sociais, trazem novos desafios que exigem da teoria marxista novas alternativas. Resumindo estas variáveis, o artigo lança luz tanto nas vantagens quanto nas desvantagens do pensamento marxista, ao argumentar que, enquanto o marxismo continua a oferecer um suporte abrangente para análise das desigualdades sociais e para as contradições do capitalismo, ele precisa, ao mesmo tempo, trazer em conta as contribuições da ecologia, do feminismo, do pós-colonialismo, aalém daquelas da tecnologia da informação, a fim de manter sua capacidade intelectual atual e analiticamente forte no mundo contemporâneo.