The present work intends, very briefly, to provide some reflections on the phenomenon of fear along a historical process, from the point of view of various thinkers, from Classical Antiquity to the present day. More than an individual phenomenon, fear can be considered as a collective representation, and in its connection with religion has been an important instrument of social control. At present, the reflections of thinkers like Slavoj Zizek warn that because of the need for a process of social organization and efficient management of group life, as well as the possibility of having a wide range of power, the power of fear becomes increasingly relevant, emphasizing the so-called politics of fear. In a reality increasingly devoid of future prospects, where one seeks to avoid anything that is capable of causing suffering, fear begins to acquire a mode of consumption, devoid of old religious views.
O presente trabalho pretende, de forma muito breve, proporcionar algumas reflexões sobre o fenômeno do medo ao longo de um processo histórico, a partir de um ponto de vista de vários pensadores, desde a Antiguidade Clássica até os dias atuais. Mais do que um fenômeno individual, o medo pode ser considerado como uma representação coletiva, e em sua conexão com a religião tem sido um importante instrumento de controle social. Na atualidade, as reflexões de pensadores como Slavoj Zizek alertam que em função da necessidade de um processo de organização social e administração eficiente da vida em grupo, bem como da possibilidade de se dispor de um poder de grande amplitude, o poder do medo torna-se cada vez mais relevante, dando ênfase a chamada política do medo. Em uma realidade cada vez mais desprovida de perspectivas futuras, onde se busca evitar tudo que seja capaz de causar sofrimento, o medo passa a adquirir uma modalidade de consumo, desprovido das antigas visões religiosas.