Aplicar los principios de la teoría del caos para interpretar los hallazgos paradójicos en las evaluaciones docentes por estudiantes, específicamente la coexistencia de alta consistencia interna y baja concordancia entre evaluadores. Se realizó un estudio cuantitativo transversal con estudiantes universitarios que respondieron un instrumento multidimensional de evaluación docente. Se implementaron análisis secuenciales: pruebas de adecuación muestral, análisis factorial exploratorio con extracción de máximaverosimilitud y rotación Varimax, evaluación de fiabilidad, pruebas de normalidad y análisis de concordancia mediante rangos de Friedman y coeficiente de Kendall. Se confirmó la adecuación de la matriz de correlación para el análisis factorial. Emergió una estructura tetrafactorial que refleja la gestión evaluativa, la excelencia didáctica, la retroalimentación formativa y el clima dialógico, siendo este último parcialmente independiente de las demás dimensiones. El instrumento mostró una consistencia interna excelente. Sin embargo, la concordancia entre estudiantes resultó débil, evidenciando una paradoja entre alta fiabilidad y bajo acuerdo inter-evaluador. Se identificó una brecha sistemática entre las dimensiones valoradas idealmente y aquellas reportadas como recibidas. La respuesta no lineal a las prácticas dialógicas sugiere la existencia de umbrales a partir de los cuales la participación puede ser percibida como disrupción en lugar de mejora.
This study applies chaos theory principles to interpret the paradoxical findings in student evaluations of teaching, specifically the coexistence of high internal consistency and low inter-rater concordance.A cross-sectional quantitative study was conducted with university students who completed a multidimensional teaching evaluation instrument. Sequential analyses included sampling adequacy tests, exploratory factor analysis with maximum likelihood extraction and Varimax rotation, reliability assessment, normality tests, and concordance analysis using Friedman ranks and Kendall's coefficient.The correlation matrix was confirmed as suitable for factor analysis. A four-factor structure emerged, reflecting evaluative management, teaching excellence, formative feedback, and dialogic climate, with the latter being partially independent of other dimensions. The instrument demonstrated excellent internal consistency. However, inter-student concordance was weak, revealing a paradoxical contrast between high reliability and low inter-rater agreement. A systematic gap was identified between ideally valued dimensions and those reported as received. The non-linear response to dialogic practices suggests the existence of thresholds beyond which participation may be perceived as disruption rather than improvement.
Aplicar os princípios da teoria do caos para interpretar os achados paradoxais nas avaliações docentes por estudantes, especificamente a coexistência de alta consistência interna e baixa concordância entre avaliadores.Realizou-se um estudo quantitativo transversal com estudantes universitários que responderam a um instrumento multidimensional de avaliação docente. Implementaram-se análises sequenciais: testes de adequação amostral, análise fatorial exploratória com extração de máxima verossimilhança e rotação Varimax, avaliação de fidedignidade, testes de normalidade e análise de concordância por meio de postos de Friedman e coeficiente de Kendall.Confirmou-se a adequação da matriz de correlação para análise fatorial. Emergiu uma estrutura tetrafatorial refletindo a gestão avaliativa, a excelência didática, o feedback formativo e o clima dialógico, sendo este último parcialmente independente das demais dimensões. O instrumento demonstrou consistência interna excelente. Contudo, a concordância entre estudantesrevelou-se fraca, evidenciando um paradoxo entre alta fidedignidade e baixo acordo inter-avaliadores. Identificou-se uma lacuna sistemática entre as dimensões idealmente valorizadas e aquelas relatadas como recebidas. A resposta não linear às práticas dialógicas sugere a existência de limiares a partir dos quais a participação pode ser percebida como disrupção em vez de melhoria.