Resumen: En Chile, las organizaciones comunitarias han sido claves en el aporte a las transformaciones sociales, presentando dinámicas oscilantes de avances y retrocesos. No obstante, estas organizaciones han quedado relegadas a un lugar secundario en el análisis de los cambios que acontecen en la sociedad chilena contemporánea. Considerando su centralidad en la vida social, el presente estudio buscó comprender el modo en que se van moldeando normativamente las condiciones de participación de las juntas de vecinos y organizaciones comunitarias en el Chile postdictatorial. A través de la revisión de la Historia de la Ley 19.418 y por medio de un análisis de discurso de las argumentaciones del debate parlamentario se construyeron 4 grandes ejes analíticos: (1) participación como garantía de la democracia, (2) participación instrumental, (3) participación “libre y diversa” y (4) participación inocua. De este modo, el marco regulatorio modula condiciones para una participación limitada y vaciada constreñida en sus repertorios de acción y capacidad de injerencia social y política. Se concluye como los marcos regulatorios limitan la acción de las organizaciones promoviendo ciertos modos de funcionamiento propios de una sociedad neoliberal. Se problematiza el desborde de los marcos regulatorios para poder comprender el trabajo de las organizaciones comunitarias y sus posibilidades de agencia.
Abstract: In Chile, community organizations have played a key role in contributing to social change, with fluctuating dynamics of progress and setbacks. However, these organizations have been relegated to a secondary role in the analysis of changes taking place in contemporary Chilean society. Considering their centrality in social life, this study sought to understand how the conditions for participation in community organizations in post-dictatorial Chile are being shaped normatively. Through a review of the history of Law 19.418 and an analysis of the arguments presented during the parliamentary debate, four major analytical axes were constructed: (1) participation as a guarantee of democracy, (2) instrumental participation, (3) ‘free and diverse’ participation, and (4) innocuous participation. In this way, the regulatory framework modulates conditions for limited and empty participation, constrained in its repertoires of action and capacity for social and political interference. It concludes that regulatory frameworks limit the action of organizations by promoting certain modes of operation typical of a neoliberal society. The overflow of regulatory frameworks is problematized to understand the work of community organizations and their possibilities for agency.
Resumo: No Chile, as organizações comunitárias têm sido fundamentais na contribuição para as transformações sociais, apresentando dinâmicas oscilantes de avanços e retrocessos. No entanto, essas organizações foram relegadas a um segundo plano na análise das mudanças que ocorrem na sociedade chilena contemporânea. Considerando a sua centralidade na vida social, o presente estudo procurou compreender a forma como as condições de participação das juntas de vizinhos e organizações comunitárias no Chile pós-ditatorial estão a ser moldadas normativamente. Através da revisão da história da Lei 19.418 e por meio de uma análise do discurso dos argumentos do debate parlamentar, foram construídos quatro grandes eixos analíticos: (1) participação como garantia da democracia, (2) participação instrumental, (3) participação «livre e diversificada» e (4) participação inócua. Desta forma, o quadro regulatório modula condições para uma participação limitada e esvaziada, restringida nos seus repertórios de ação e capacidade de interferência social e política. Conclui-se que os quadros regulatórios limitam a ação das organizações, promovendo certos modos de funcionamento próprios de uma sociedade neoliberal. Problematiza-se o transbordamento dos quadros regulatórios para poder compreender o trabalho das organizações comunitárias e as suas possibilidades de agência.