Resumen: Este artículo analiza el proceso de memorialización del Monumento Histórico y Sitio de Memoria ex Fuerte El Morro de Talcahuano, ubicado en la Región del Biobío, Chile, espacio donde convergen múltiples capas históricas. Mediante entrevistas a miembros de la Corporación Mutualista Bautista van Schouwen Vasey y actores institucionales, se explora cómo las prácticas memoriales y de gestión producen sentidos contestatarios frente a intentos de olvido institucional. El análisis introduce el concepto de violencias superpuestas para comprender cómo la violencia dictatorial se articula con violencias simbólicas contemporáneas, evidenciando que la memorialización enfrenta tanto el pasado traumático como resistencias presentes. El caso ilustra las especificidades del patrimonio difícil en contextos regionales periféricos, donde la falta de recursos y el abandono municipal intensifican los desafíos de gestión. Se concluye que las prácticas desarrolladas por la Mutual constituyen formas de resistencia que, mediante la producción colectiva de sentido, reconfiguran las posibilidades de habitar territorios marcados por violencias múltiples.
Abstract: This article analyzes the process of memorialization of the Historic Monument and Site of Memory formerly known as El Morro de Talcahuano Fort, located in the Biobío Region of Chile, a space where multiple historical layers converge. Through interviews with members of the Bautista van Schouwen Vasey Mutual Corporation and institutional actors, it explores how memorial and management practices produce rebellious meanings in the face of attempts at institutional oblivion. The analysis introduces the concept of overlapping violence to understand how dictatorial violence is articulated with contemporary symbolic violence, showing that memorialization confronts both the traumatic past and present resistance. The case illustrates the specificities of difficult heritage in peripheral regional contexts, where lack of resources and municipal neglect intensify management challenges. It concludes that the practices developed by the Mutual constitute forms of resistance that, through the collective production of meaning, reconfigure the possibilities of inhabiting territories marked by multiple forms of violence.
Resumo: Este artigo analisa o processo de memorialização do Monumento Histórico e Local de Memória ex-Fuerte El Morro de Talcahuano, localizado na Região do Biobío, Chile, espaço onde convergem múltiplas camadas históricas. Por meio de entrevistas com membros da Corporação Mutualista Bautista van Schouwen Vasey e atores institucionais, explora-se como as práticas de memorialização e gestão produzem sentidos contestatórios diante das tentativas de esquecimento institucional. A análise introduz o conceito de violências sobrepostas para compreender como a violência ditatorial se articula com as violências simbólicas contemporâneas, evidenciando que a memorialização enfrenta tanto o passado traumático quanto as resistências presentes. O caso ilustra as especificidades do patrimônio difícil em contextos regionais periféricos, onde a falta de recursos e o abandono municipal intensificam os desafios de gestão. Conclui-se que as práticas desenvolvidas pela Mutual constituem formas de resistência que, por meio da produção coletiva de sentido, reconfiguram as possibilidades de habitar territórios marcados por múltiplas violências.