Resumen: El presente artículo analiza los usos y debates contemporáneos en torno al concepto de gobernanza hídrica. Con el objetivo de ordenar este campo de discusión, se propone una tipología analítica basada en las siguientes dimensiones: la definición y valoración del concepto de gobernanza, los tipos de participación promovidos, el papel asignado al conflicto y el horizonte político subyacente a los distintos enfoques. A partir de este análisis, se identifican tres enfoques principales: institucionalista, participativo y crítico radical. La perspectiva institucionalista tiene como principal expresión a la Gestión Integrada de los Recursos Hídricos (GIRH), desde donde se introduce la gobernanza hídrica privilegiando el saber técnico, la eficiencia y una visión economicista de la gestión. En contraste, el enfoque participativo propone formas de gobernanza policéntrica, adaptativa y basadas en el aprendizaje, incorporando mayores niveles de participación. Por su parte, la perspectiva crítica cuestiona los fundamentos de la gobernanza del agua promovida por organismos multilaterales. Dentro de este enfoque se identifica una bifurcación entre quienes proponen abandonar el término y quienes abogan por su resignificación.
Abstract: This article analyzes the contemporary uses and debates surrounding the concept of water governance. With the aim of organizing this field of discussion, it proposes an analytical typology based on the following dimensions: the definition and normative valuation of governance, the types of participation promoted, the role assigned to conflict, and the political horizon underlying the different approaches. Based on this analysis, three main approaches are identified: institutionalist, participatory, and radical critical. The institutionalist perspective finds its main expression in Integrated Water Resources Management (IWRM), through which water governance is introduced by privileging technical expertise, efficiency, and an economistic view of management. In contrast, the participatory approach proposes forms of polycentric, adaptive, and learning-based governance, incorporating higher levels of participation. For its part, the critical perspective questions the foundations of water governance as promoted by multilateral organizations. Within this approach, a bifurcation is identified between those who propose abandoning the term and those who advocate its resignification.
Resumo: O presente artigo analisa os usos e os debates contemporâneos em torno do conceito de governança hídrica. Com o objetivo de organizar esse campo de discussão, propõe-se uma tipologia analítica baseada nas seguintes dimensões: a definição e a valoração normativa do conceito de governança, os tipos de participação promovidos, o papel atribuído ao conflito e o horizonte político subjacente aos diferentes enfoques. A partir dessa análise, identificam-se três enfoques principais: institucionalista, participativo e crítico radical. A perspectiva institucionalista tem como principal expressão a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos (GIRH), a partir da qual a governança hídrica é introduzida privilegiando o saber técnico, a eficiência e uma visão economicista da gestão. Em contraste, o enfoque participativo propõe formas de governança policêntrica, adaptativa e baseadas na aprendizagem, incorporando maiores níveis de participação. Por sua vez, a perspectiva crítica questiona os fundamentos da governança da água promovida por organismos multilaterais. No interior desse enfoque, identifica-se uma bifurcação entre aqueles que propõem o abandono do termo e aqueles que defendem a sua ressignificação.