Resumen: Acerca de biopolítica se habla demasiado, y se dice tristemente muy poco. La discusión respecto a los alcances y límites del concepto de biopolítica ha sido planteada en disciplinas distantes o poco dialogantes con la Ciencia Política, y en consecuencia se ha perdido de vista tanto la teorización como la aplicación política del concepto, su estiramiento conceptual y en particular las repercusiones que se siguen de su uso inapropiado. En tal sentido, a través de una breve revisión de historia conceptual, buscamos presentar las formas en que el concepto de biopolítica no solo ha mutado y se ha desfigurado, sino que encuentra antecedentes teóricos anteriores a la problematización de Michel Foucault, e incluso debe mucho de su éxito y propagación a factores contextuales, institucionales e incluso históricos en la Ciencia Política, y en cierta medida también en los Estudios críticos de Seguridad, antes que exclusivamente en la Filosofía y Humanidades. El primer apartado nos presenta una breve discusión respecto al concepto, sus usos y alcances, mientras que las secciones segunda, tercera y cuarta, presentan tres enfoques distintos y dan cuenta de las recepciones del concepto de biopolítica en contextos históricos y académicos diferentes. Finalmente, el quinto y último apartado presenta consideraciones finales respecto al problema en la actualidad.
Abstract: There is too much talk about biopolitics, and sadly very little is said. The discussion regarding the scope and limits of the concept of biopolitics has been stated in disciplines that are distant or have little dialogue with Political Science, and consequently, both the theorization and the political application of the concept, its conceptual stretch and the repercussions have been lost as a consequence from their inappropriate use. In this sense, through a brief review of conceptual history, we seek to present the ways in which the concept of biopolitics has not only mutated and been disfigured, but also finds theoretical antecedents prior to Michel Foucault's problematization, and even owes much to of its success and spread to contextual, institutional and even historical factors in Political Science, and to a certain extent also in Critical Security Studies, rather than exclusively to Philosophy and Humanities. The first section presents a brief discussion regarding the concept, its uses and scope, while the second, third and fourth sections present three different approaches and give an account of the receptions of the concept of biopolitics in different historical and academic contexts. Finally, the fifth and last section presents final considerations regarding the current problem.
Resumo: Fala-se muito sobre biopolítica, mas, infelizmente, pouco se diz. A discussão sobre o alcance e os limites do conceito de biopolítica tem sido feita em disciplinas distantes ou com pouco diálogo com a Ciência Política e, consequentemente, tanto a teorização quanto a aplicação política do conceito, o seu alcance conceitual e as repercussões têm-se perdido como consequência do seu uso inadequado. Nesse sentido, através de uma breve revisão da história conceitual, procuramos apresentar as formas como o conceito de biopolítica não só sofreu mutações e foi desfigurado, mas também encontra antecedentes teóricos anteriores à problematização de Michel Foucault, e até deve muito do seu sucesso e difusão a fatores contextuais, institucionais e até históricos na Ciência Política e, em certa medida, também nos Estudos Críticos de Segurança, e não exclusivamente à Filosofia e às Humanidades. A primeira secção apresenta uma breve discussão sobre o conceito, os seus usos e alcance, enquanto a segunda, terceira e quarta secções apresentam três abordagens diferentes e dão conta das receções do conceito de biopolítica em diferentes contextos históricos e académicos. Finalmente, a quinta e última secção apresenta considerações finais sobre o problema atual.