El artículo explora la precariedad temporal como una dimensión central de la desigualdad contemporánea, tomando como caso el barrio de Torrero (Zaragoza, España). A partir de un trabajo de campo cualitativo —entrevistas, grupos focales y observación participante—se analizan las experiencias de jóvenes que habitan tiempos marcados por la espera, la aceleración, el cuidado y la resistencia. Frente a las lecturas centradas en la precariedad laboral, se propone comprender la exclusión y la agencia juvenil desde la gestión desigual del tiempo: quién puede disponer de él, quién lo pierde en la espera y quién lo entrega a los demás. El estudio dialoga con los aportes teóricos de Lefebvre, Bourdieu, Rosa y Fraser, así como con otros autores contemporáneos que han repensado la justicia temporal y las cronopolíticas de la desigualdad, mostrando cómo el tiempo funciona como una forma de dominación pero también como un terreno de reapropiación colectiva. El barrio de Torrero, con su tejido comunitario y sus prácticas autogestionadas, permite observar la coexistencia de la vulnerabilidad y la creatividad social: allí donde la vida se acelera o se detiene, emergen formas de solidaridad que devuelven sentido al tiempo compartido. El texto propone así una lectura del tiempo como espacio político y relacional, donde se juega la posibilidad misma de una justicia temporal.
The article explores temporal precarity as a central dimension of contemporary inequality, focusing on the case of the Torrero neighborhood in Zaragoza (Spain). Based on qualitative fieldwork —including interviews, focus groups, and participant observation—it analyzes the experiences of young people who inhabit times shaped by waiting, acceleration, care, and resistance. Beyond approaches centered on labor precarity, it proposes to understand youth exclusion and agency through the unequal management of time: who can dispose of it, who loses it in waiting, and who gives it to others. The study engages with the theoretical contributions of Lefebvre, Bourdieu, Rosa, and Fraser, as well as other contemporary authors who have rethought temporal justice and the chronopolitics of inequality, showing how time operates both as a form of domination andas a terrain of collective reappropriation. The Torrero neighborhood, with its strong community fabric and self-managed practices, reveals the coexistence of vulnerability and social creativity: where life either accelerates or comes to a halt, forms of solidarity emerge that restore meaning to shared time. The article thus offers a reading of time as a political and relational space, where the very possibility of temporal justice is at stake.
Este artigo explora a precariedade temporal como uma dimensão central da desigualdade contemporânea, utilizando o bairro de Torrero (Saragoça, Espanha) como estudo de caso. Através de trabalho de campo qualitativo —entrevistas, grupos focais e observação participante —são analisadas as experiências de jovens que vivem em tempos marcados pela espera, aceleração, cuidado e resistência. Em contraste com análises focadas no emprego precário, este estudo propõe compreender a exclusão e a autonomia juvenil através da gestão desigual do tempo: quem o controla, quem o perde esperando e quem o cede aos outros. O estudo dialoga com as contribuições teóricas de Lefebvre, Bourdieu, Rosa e Fraser, bem como de outrosautores contemporâneos que repensaram a justiça temporal e a cronopolítica da desigualdade, mostrando como o tempo funciona como uma forma de dominação, mas também como um terreno para a reapropriação coletiva. O bairro de Torrero, com seu tecido comunitário e práticas autogeridas, permite observar a coexistência da vulnerabilidade e da criatividade social: onde a vida acelera ou para, emergem formas de solidariedade que dão sentido ao tempo compartilhado. O texto propõe, portanto, uma interpretação do tempo como um espaço político e relacional, onde a própria possibilidade de justiça temporal está em jogo.