Este artículo propone un marco interpretativo para analizar el tatuaje como una práctica social multidimensional a partir de la noción de “hecho social total” de Mauss. Frente a enfoques parciales que lo abordan como mera práctica estética o expresión individual, se plantea una lectura integradora que articula dimensiones corporales, simbólicas, relacionales y económicas. Desde un enfoque teórico-reflexivo basado en la revisión crítica de literatura sociológica y antropológica, el trabajo conceptualiza el tatuaje como una práctica encarnada en la que convergen y se articulan procesos de construcción identitaria, relaciones de poder y dinámicas de consumo. El análisis se estructura en tres dimensiones: corporal, como espacio de inscripción y producción del yo; relacional, como lenguaje simbólico y dispositivo de sociabilidad; y económica, como práctica inserta en lógicas de mercado y capitalismo del cuerpo. Se argumenta que el tatuaje no solo refleja lo social, sino que contribuye a su producción. Como contribución, el artículo propone un modelo analítico para comprender el tatuaje como espacio de articulación entre subjetividad, relaciones sociales y lógicas de mercado en las sociedades contemporáneas.
Este artigo propõe uma estrutura interpretativa para analisar a tatuagem como uma prática social multidimensional, baseada na noção de Mauss de "fato social total". Em contraste com abordagens parciais que a tratam meramente como uma prática estética ou expressão individual, este artigo propõe uma leitura integrativa que articula as dimensões corporal, simbólica, relacional e econômica. A partir de uma perspectiva teórico-reflexiva baseada em uma revisão crítica da literatura sociológica e antropológica, este trabalho conceitua a tatuagem como uma prática corporificada na qual convergem e se articulam processos de construção da identidade, relações de poder e dinâmicas de consumo. A análise é estruturada em torno de três dimensões: corporal, como um espaço para a inscrição e produção do eu; relacional, como uma linguagem simbólica e um dispositivo para a sociabilidade; e econômica, como uma prática inserida nas lógicas de mercado e no capitalismo corporal. Argumenta-se que a tatuagem não apenas reflete o social, mas também contribui para a sua produção. Como contribuição, o artigo propõe um modelo analítico para a compreensão da tatuagem como um espaço de articulação entre subjetividade, relações sociais e lógicas de mercado nas sociedades contemporâneas.
This article proposes an interpretive framework for analyzing tattooing as a multidimensional social practice, drawing on Mauss’s notion of the “total social fact.” In contrast to partial approaches that reduce it to a purely aesthetic practice or an expression of individual identity, this study advances an integrative perspective that articulates its bodily, symbolic, relational, and economic dimensions. Adopting a theoretical-reflexive approach grounded in a critical review of sociological and anthropological literature, the paper conceptualizes tattooing as an embodied practice in which processes of identity construction, power relations, and dynamics of consumption converge. The analysis is structured around three dimensions: the bodily, as a site of inscription and self-production; the relational, as a symbolic language and a device of sociability; and the economic, as a practice embedded in market logics and the capitalism of the body. The article argues that tattooing not only reflects the social world but also contributes to its production. As a key contribution, it proposes an analytical model for understanding tattooing as a space where subjectivity, social relations, and market logics intersect in contemporary societies.