Leioa, España
Estados Unidos
Puerto Rico
Las protestas callejeras masivas y otras acciones altamente polémicas suelen acaparar titulares y atención pública, pero ¿qué sucede después de que el ciclo informativo fina- liza? Muchas veces, las iniciativas de base cristalizan durante o después de estos intensos momentos de participación, dando lugar a formas de organización efectivas que continúan haciendo la vida cotidiana más llevadera en contextos de extrema vulnerabilidad. A pesar de la persistencia y el impacto de estas ‘cosas que funcionan’, como las llamamos, las mismas suelen ser poco visibles y poco estudiadas. ¿Cómo surgen y se sostienen estas iniciativas en las comunidades en las que operan? Utilizando métodos etnográficos, investigamos el caso de un centro comunitario formado tras una ocupación de tierras en la periferia urbana de Buenos Aires, para responder a estas preguntas. Argumentamos que las iniciativas de base construyen poder local a través del trabajo cotidiano de cuidados: forjando relaciones, transformando identidades y brindando servicios e información útiles.
Mass street protests and other highly contentious actions often capture headlines and public attention, but what remains after the news cycle moves on? Many times, grassroots initiatives crystallise during or after these intense moments of participation, leaving in their wake effective organisations that continue to make daily life more liveable in contexts of extreme vulnerability. Despite the persistence and impact of these ‘things that work’ – as we call them – they are often less visible and understudied. How do these initiatives emerge and sustain themselves in the communities in which they work? Using ethnographic methods, we investigate the case of a community centre formed in the wake of a land occupation in the urban periphery of Buenos Aires to answer these questions. We argue that grassroots initiatives build local power through everyday care-work: forming relationships, changing identities and providing valuable services and information.
Protestos de rua em massa e outras ações altamente controversas frequentemente capturam manchetes e a atenção do público, mas o que resta depois que o ciclo de notícias muda? Muitas vezes, iniciativas de base se cristalizam durante ou após esses momentos intensos de participação, deixando para trás organizações eficazes que continuam a tornar a vida cotidiana mais habitável em contextos de extrema vulnerabilidade. Apesar da persistência e do impacto dessas ‘coisas que funcionam’ – como as chamamos – elas são frequentemente menos visíveis e pouco estudadas. Como essas iniciativas emergem e se sustentam nas comunidades em que atuam? Utilizando métodos etnográficos, investi- gamos o caso de um centro comunitário, formado após uma ocupação de terras na periferia urbana de Buenos Aires, para responder a essas perguntas. Argumentamos que as iniciativas de base constroem poder local por meio do trabalho de cuidado cotidiano: construindo relacionamentos, mudando identidades e fornecendo serviços e informações valiosos.