Este ensayo trata sobre regímenes de prácticas que adoptan algunes artistas cuando residen fuera de sus lugares habituales. En esos residires descontextualizados comparten con otras personas un proceso creativo para conformar un mecanismo de trabajo transversal cuyas posibilidades, flujos y formas, permanentemente se actualizan y sostienen su quehacer en diálogo con grupos momentáneos. Residir aquí y allá compartiendo segmentos de arte-vida constituye un formato de trabajo que desarrollan muchas residencias de arte. En este artículo son revisados diversos matices del residir a través de una propuesta metodológica de arte-investigación cuya incursión interdisciplinar “intensifica” (Viveiros de Castro) estudios sobre autores del siglo XVI (Boucheron), con el objetivo de dar cuenta sobre lo atemporal de ciertas dificultades que atraviesan artistas, y sus obras en progreso, para el sostenimiento de la autonomía autoral cuando, en disidencia a lo instituido (Tatián) son atravesades por el miedo al desamparo (Safatle). La discusión sobre el estatus profesional del artista y la autonomía autoral es tratada en muchas residencias de arte, espacios de amparo que permiten plantear argumentos contemporáneos sobre arte-vida y la inseparable relación con las cuestiones sociopolíticas que le atraviesan (Heinich, Bourdieu).
This essay deals about regimes of practices that some artists adopt when they reside outside their usual places. In these decontextualized reside, they share with other people a creative process to form a transversal work mechanism whose possibilities, flows and forms are permanently updated and sustain their work in dialogue with momentary groups. Residing here and there sharing art-life segments constitutes a work format that many art residencies currently develop. In this article, various nuances of residence are reviewed through a methodological proposal of art-research whose interdisciplinary incursion "intensifies" (Viveiros de Castro) studies on sixteenth-century authors (Boucheron), with the aim of accounting for the timelessness of certain difficulties that artists, and their works in progress, go through for the maintenance of authorial autonomy when, in dissent to what has been instituted (Tatián) are crossed by the fear of helplessness (Safatle). The discussion on the professional status of the artist and authorial autonomy is dealt in many art residencies, spaces of help that allow contemporary arguments to be raised about art-life and the inseparable relationship with the socio-political issues that cross it (Heinich, Bourdieu).
Este ensaio trata de regimes de práticas que alguns artistas adotam quando residem fora de seus lugares habituais. Nesses resideres descontextualizados, compartilham com outras pessoas um processo criativo para formar um mecanismo de trabalho transversal cujas possibilidades, fluxos e formas são permanentemente atualizados e sustentam seu trabalho em diálogo com grupos momentâneos. Residir aqui e ali compartilhando segmentos da vida artística constitui um formato de trabalho que muitas residências artísticas desenvolvem atualmente. Neste artigo, várias nuances de residência são revisadas por meio de uma proposta metodológica de arte-pesquisa cuja incursão interdisciplinar "intensifica" (Viveiros de Castro) estudos sobre autores do século XVI (Boucheron), com o objetivo de dar conta da atemporalidade de certas dificuldades que os artistas, e seus trabalhos em andamento, atravessam para a manutenção da autonomia autoral quando, em dissidência ao instituído (Tatián) são atravessadas pelo medo do desamparo (Safatle). A discussão sobre o estatuis profissional do artista e a autonomia autoral é tratada em muitas residências artísticas, espaços de amparo que permitem levantar argumentos contemporâneos sobre a arte-vida e a relação indissociável com as questões sociopolíticas que a atravessam (Heinich, Bourdieu).