Valencia, España
Su propósito es identificar la estructura temática dominante del campo, estimar la presencia e integración del vocabulario asociado al poder corporativo y señalar asimetrías que orienten una agenda de investigación. Con un corpus de Scopus depurado, se aplican análisis bibliométricos de co-ocurrencia (títulos y palabras clave), indicadores descriptivos y tendencias temporales, complementados con una prueba de sensibilidad terminológica. Los resultados muestran un núcleo temático tecnoclimático y de implementación, articulado en torno a renovables, descarbonización, política energética e inversión. El repertorio de economía política crítica (p. ej., incumbencia, lobbying, interlocks o captura) aparece de forma desigual y, cuando está presente, tiende a ocupar posiciones periféricas y con conectividad limitada respecto a los organizadores principales. Este patrón sugiere una segmentación conceptual: la transición se enmarca predominantemente como un problema de despliegue tecnológico y gestión, mientras que las dimensiones de poder e influencia institucional quedan menos integradas. Se discuten implicaciones para la investigación y la evaluación de transiciones, y se propone una agenda que combine bibliometría con co-citación, redes de colaboración y datos sobre élites (interlocks, propiedad y PEPs) para relacionar estructura de poder y trayectorias de descarbonización.
This article maps academic discourse at the intersection of corporate networks and the energy transition over 2015–2026. It aims to identify the field’s dominant thematic structure, estimate the presence and integration of corporate-power vocabulary, and highlight asymmetries that can inform a research agenda. Using a cleaned Scopus corpus, we conduct bibliometric analyses combining title/keyword co-occurrence, descriptive indicators, and temporal trends, complemented by a terminology-sensitivity check. Results reveal a technoclimatic, implementation-oriented core organized around renewables, decarbonization, energy policy, and investment. Critical political-economy notions (e.g., incumbency, lobbying, interlocks, regulatory capture) appear unevenly and, when present, tend to remain peripheral with limited connectivity to the main organizing concepts. This pattern points to conceptual segmentation: the transition is predominantly framed as a technological deployment and management problem, while power and institutional influence are less integrated into the field’s core structure. We discuss implications for research and transition assessment, and outline avenues that combine bibliometrics with co-citation, collaboration networks, and elite data (interlocks, ownership, PEPs) to more directly link power structures to decarbonization pathways.
Este artigo mapeia a conversa acadêmica na interseção entre redes corporativas e transição energética no período 2015–2026, com o objetivo de caracterizar seu núcleo temático, avaliar o grau de integração do marco da economia política crítica e identificar lacunas que orientem uma agenda futura. A partir de um corpus depurado da Scopus, aplicamos análise bibliométrica com coocorrência (título e palavras-chave), estatísticas descritivas e tendências temporais. Os resultados indicam o predomínio de uma gramática tecnocrático-gerencial, articulada em torno de renováveis, descarbonização e investimento, enquanto noções críticas de poder corporativo — interlocking directorates, captura regulatória, incumbentes e lobbying — apresentam baixa frequência, centralidade periférica e um papel limitado de ponte entre clusters. Esse descompasso configura uma “fratura discursiva”: a transição é tratada como um problema de gestão tecnológica e financeira, sub-representando barreiras políticas e institucionais, com o risco de confundir adaptação corporativa com descarbonização estrutural. Discutimos implicações teóricas, metodológicas e de política pública e propomos linhas de pesquisa que triangulem bibliometria com cocitação, análise de colaboração e dados sobre elites (interlocks, propriedade, PEPs) para relacionar estrutura de poder e trajetórias de descarbonização.