Colombia
Este artículo analiza el currículo como campo de disputa epistémica, simbólica y política en tres experiencias etnoeducativas del departamento del Putumayo (Colombia): la IERS Santa Rosa del Guamuez, la IERB Inga Iachai Wasi Carlos Tamabioy y el Centro Etnoeducativo Bilingüe Kamëntŝá de Mocoa. A partir de los marcos teóricos de la interculturalidad crítica (Raúl Fornet-Betancourt) y de las epistemologías del Sur (Boaventura de Sousa Santos), se plantea que estas escuelas encarnan procesos de reexistencia educativa, en los que el currículo se resignifica como instrumento de resistencia cultural, justicia epistémica y afirmación territorial. Lejos de ser meros espacios técnicos, estos centros escolares se configuran como escenarios de construcción comunitaria de saberes y como territorios pedagógicos en los que convergen cosmovisiones, lenguas y memorias históricas diversas. La investigación muestra cómo, pese a las tensiones con el modelo educativo nacional estandarizado, estas instituciones avanzan en la consolidación de modelos pedagógicos propios, articulando el currículo a las contextualidades situadas de sus respectivos pueblos. Se concluye que la etnoeducación no puede pensarse sin una transformación radical del currículo, entendiendo este como un lugar de posibilidad política para el reconocimiento de los saberes subalternos.
This article analyzes the curriculum as a field of epistemic, symbolic, and political dispute in three ethno-educational experiences in the department of Putumayo (Colombia): the Santa Rosa del Guamuez Rural Educational Institution (IERS), the Carlos Tamabioy Rural Educational Institution (IERB), and the Kamëntŝá Bilingual Ethno-educational Center of Mocoa. Drawing on the theoretical frameworks of critical interculturality (Raúl Fornet-Betancourt) and the epistemologies of the South (Boaventura de Sousa Santos), it argues that these schools embody processes of educational re-existence, in which the curriculum is redefined as an instrument of cultural resistance, epistemic justice, and territorial affirmation. Far from being merely technical spaces, these schools operate as settings for the community construction of knowledge and as pedagogical territories where diverse worldviews, languages, and historical memories converge.The research shows how, despite tensions with the standardized national education model, these institutions have advanced in consolidating their own pedagogical models, adapting the curriculum to the specific contexts of their respective communities. The study concludes that ethno-education cannot be conceived without a radical transformation of the curriculum, understood as a space of political possibility for recognizing subaltern knowledge.
Este artigo analisa o currículo como um campo de disputa epistémica, simbólica e política em três experiências etnoeducacionais no departamento de Putumayo (Colômbia): a Instituição Educacional Rural Santa Rosa del Guamuez (IERS), a Instituição Educacional Rural Carlos Tamabioy Inga Iachai Wasi (IERB) e o Centro Etnoeducacional Bilíngue Kamëntŝá de Mocoa. Com base nos referenciais teóricos da interculturalidade crítica (Raúl Fornet-Betancourt) e das epistemologias do Sul (Boaventura de Sousa Santos), defende-se que estas escolas incorporam processos de reexistência educativa, em que o currículo é redefinido como um instrumento de resistência cultural, de justiça epistémica e de afirmação territorial. Longe de serem meros espaços técnicos, estas escolas configuram-se como ambientes de construção comunitária do saber e como territórios pedagógicos onde convergem diversas mundividências, línguas e memórias históricas. A investigação demonstra como, apesar das tensões com o modelo nacional padronizado de educação, estas instituições estão a avançar na consolidação dos seus próprios modelos pedagógicos, articulando o currículo aos contextos específicos das respetivas comunidades. Conclui-se que a etnoeducação não pode ser concebida sem uma transformação radical do currículo, entendendo-o como um espaço de possibilidade política para o reconhecimento do saber subalterno.