Esta pesquisa buscou investigar o processo de implementação de políticas de ação afirmativa pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) após um período superior a 10 anos de promulgação da Lei nº 12.711/2012, como forma de avaliação de sua efetividade na correção de distorções históricas e democratização do acesso ao ensino superior brasileiro. Realizou-se uma revisão da literatura e descrição de outras experiências. Os resultados demonstraram o início tardio na reserva de vagas, a permanência da hegemonia branca, com ampla maioria de estudantes brancos, tanto na graduação quanto na pós-graduação stricto sensu, além das dificuldades institucionais no acompanhamento e no preenchimento de vagas destinadas a pessoas com deficiência.