Países emergentes têm como um de seus objetivos principais alcançar maior progresso produtivo industrial que fomente o desenvolvimento institucional e econômico. Em vista disso, este artigo analisa o papel do governo e das entradas de investimento direto estrangeiro (IDE) no desenvolvimento da capacidade produtiva de países latino-americanos. A amostra da pesquisa foi composta por 19 países da América Latina que receberam IDE entre 2000 e 2018. Os resultados, obtidos por meio de uma metodologia quantitativa, apontaram um efeito positivo das entradas de IDE e dos gastos do governo na capacidade produtiva dos países da amostra. O efeito moderador dos gastos do governo na relação entre o IDE e a capacidade produtiva não foram confirmadas. Os resultados contribuem para as pesquisas do campo de negócios internacionais ao analisar o IDE em economias latino-americanas, que ainda são um contexto negligenciado pela literatura. Ademais, demonstra a importância tanto dos fluxos de capital estrangeiro, quanto da intervenção do governo para a evolução da capacidade produtiva de países emergentes, um tema ainda pouco explorado.