Amadeu Junior da Silva Fonseca, Roberto Castro, Edvaldo Pereira Santos Júnior, Clarisse Freire Barboza Maurício, Camila Seibel Gehrke, Flávio da Silva Vitorino Gomes, José A. Fuinhas, Luiz Moreira Coelho Junior
Este artigo analisou o custo de capital de uma usina termoelétrica a óleo combustível no nordeste brasileiro, aplicando o Capital Asset Pricing Model (CAPM) e o Weighted Average Capital Cost (WACC). Calculou o risco dos empreendimentos por meio da correlação entre os ativos de carteira com 18 empresas do Índice de Energia Elétrica (IEE), cotadas na B3 S.A. - Brasil, Bolsa, Balcão (B3). Inferiu a volatilidade do mercado sob as variáveis Beta alavancado; Beta não alavancado; Desvio padrão; Relação entre Dívida Líquida e Patrimônio Líquido (D/E); e Retorno médio dos ativos. Foi calculado o WACC local da termoelétrica a óleo combustível com base no CAPM local. Os principais resultados mostram que as empresas do IEE obtiveram retorno médio diário positivo, exceto uma, e a volatilidade dos ativos com o desvio padrão flutuando entre 1,36% e 3,74% e os betas alavancados de 0,25 a 1,17 e média de 0,54. A média do beta não alavancado do IEE foi de 0,37 e o D/E de 84,4%. O WACC da Aneel foi 10,55% a.a. e WACC local de 11,15% a.a., apresentando uma diferença de 0,6% a.a. do empreendimento estudado. Conclui-se que a estimação do WACC para a termoelétrica de capital fechado se mostrou mais realista ao custo do capital da usina.