As Residências Multiprofissionais em Saúde (RMS) são importantes espaços de formação de recursos humanos para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto há destaque para a figura do preceptor, que é o agente que faz a intermediação entre a instituição formadora e os residentes em formação. O presente estudo objetivou compreender quais têm sido as experiências de preceptores de Programas de Residência Multiprofissional em Saúde (PRMS) quanto à prática da preceptoria em saúde no cenário nacional para mapear as potencialidades e fragilidades. Como método utilizou-se a revisão integrativa da literatura, e as buscas foram realizadas nas plataformas Lilacs, Medline e Scielo com metodologia guiada pelo fluxograma PRISMA. Identificaram-se 145 estudos, dos quais 9 atenderam aos critérios de inclusão. Destes 9 estudos, 8 (88,8%) pertenciam ao nível de evidência VI e 1 (11,1%) ao nível VII. Após análise dos estudos emergiram 4 categorias: Desafios e potencialidades do exercício da preceptoria em três produções (33,3%); Práticas Exitosas na formação em Residência Multiprofissional de Saúde em duas (22,2%); Papéis e atribuições do Preceptor em duas (22,2%); Formação e atuação do Preceptor em duas produções (22,2%). Pode-se concluir que a prática da preceptoria nas RMS permite a articulação entre teoria e prática de forma crítica e reflexiva e tem potencial de incentivar a qualificação profissional tanto de preceptores quanto de residentes. Contudo, apresenta desafios a serem enfrentados tais como: a falta de regularização e remuneração adequada do exercício, falta de apoio institucional, sobrecarga de funções e desgaste emocional.